Os melhores efeitos sonoros de Star Wars Mesmo 30 anos depois do lançamento do seu primeiro filme, a série Guerra Nas Estrelas ainda surpreende com seus efeitos sonoros. Assista um vídeo com os melhores efeitos sonoros de Star Wars, e saiba como eles foram produzidos Que a série Guerra Nas Estrelas (Star Wars) é um marco no cinema, ninguém duvida. Seus efeitos visuais e narrativa seduziram diversas gerações, desde o episódio original, de 1977. Porém existe um aspecto surpreendente da série e que pouco se fala a respeito: a sonorização. Além da maravilhosa trilha musical de John Williams, os efeitos sonoros de Star Wars sempre surpreendem. Mesmo os criados há 30 anos atrás pelo mestre Ben Burtt continuam a causar impacto e parecem usar os mais modernos sintetizadores e técnicas de produção da atualidade. O site Unindentified Sound Object compilou um vídeo com os 10 melhores efeitos sonoros de Guerra Nas Estrelas. Vamos � ele: Os 10 melhores efeitos sonoros da série Guerra Nas Estrelas O vídeo dá destaque � alguns sons que passam desapercebidos de qualquer um, como por exemplo o som dos geradores da Estrela da Morte sendo desligados por Obi Wan Kenobi. Ben Burtt é o grande cérebro na criação e concepção destes efeitos sonoros e de muitos outros sucessos, como a série Indiana Jones e o filme ET, o Extraterrestre. E mostra sua genialidade não só nos filmes, mas também aonde foi buscar inspiração e matéria prima para o seu trabalho. Depois de um pouco de pesquisa, eis aqui uma pequena lista com a origem de alguns dos efeitos sonoros mais clássicos da série.

A origem dos efeitos sonoros

Tie Fighters Tie Fighters : O marcante som dos caças do Império cortando o espaço sideral nada mais é que um berro de um elefante, que foi devidamente modificado em estúdio, através do processamento por filtros. R2D2 R2D2 : O pequeno robô tem seu bips e bops feitos da combinação de um sintetizador ARP 2600 e canos de água, apitos e vocais humanos distorcidos com o uso de vocoders. Sabre de Luz Sabre de luz: Somente o zumbido de projetores de filmes tipo simplex não era o suficiente. Burtt combinou este som com o barulho de intereferência de um microfone com um tubo de imagens de uma televisão. Para o movimento das espadas, ele simplesmente balançava os microfones no ar por cima de um alto falante. Tiros de pistola laser Tiros de pistola laser (blasters): Entre várias coisas utilizadas, o principal elemento das pistolas laser de Guerra Nas Estrelas é o som de um martelada em um fio de uma torre de rádio. Darth Vader Darth Vader: A maior parte dos efeitos do grande vilão é conseguida com o uso de um vocoder cuidadosamente ajustado para modular a voz de James Earl Jones. Imperial Walker Imperial Walkers: Os tanques ambulantes do Império Contra-Ataca têm seus sons de motores vindo de duas origens. Primeiro, o barulho modificado de uma prensa mecânica usada para estampar metal. O segundo efeito usado é o som de uma corrente de bicicleta caindo no chão de concreto. Chewbacca Chewbacca: O gigante coberto de pêlos (ou “carpete enrolado”, como apelidam nos próprios filmes) tem grande parte de seus sons vindo dos urros de morsas, mas também se acrescentam outro bichos, como cachorros e ursos. Em alguns casos, chega-se a usar sons de até seis animais diferentes para compor apenas uma frase. Speeder Bike Speeder Bike: Os sons das motos voadoras, que causaram furor no episódio O Retorno de Jedi, são basicamente uma combinação dos barulhos dos aviões P-5 Mustang e do P-38 Lockheed Interceptor – devidamente mixados e modulados em estúdio, claro. Landspeeder Landspeeder: o hovercraft que Luke Skywalker usa pra se locomover no começo do primeiro filme de Guerra Nas Estrelas tem uma origem bem incomum: é o som da famosa auto-estrada Los Angeles Harbor Freeway, mas gravado através do tubo de um aspirador de pó. Ewoks Ewoks: o idioma falado pelos “ursinhos carinhosos” do Retorno de Jedi é uma combinação de palavras nos idiomas Tibetano, Nepalês e Mongol. E claro, com uma leve ajustada nos vocoders para parecerem criaturas pequenas, além de uma leve aceleração no tom.

Inventando novos sons

Grande parte das técnicas utilizadas por Ben Burtt podem ser resumidas nos seguintes mandamentos: - Acelerar ou diminuir a velocidade do som original para alterar a entonação, e depois gravar o resultado. - Filtrar e gravar o sons através de dipositivos como um filtro harmônico, para expandir ou comprimir o som sem alterar a entonação. - Usar filtros de efeitos e de equalização para aumentar ou diminuir certas frequências dos sons gravados. - Fazer uso de filtros de reverberação, delay e distorção para criar barulhos eletrônicos. - Usar todo o tipo de sintetizador (analógico ou VST) para criar camadas base, e modelar usando as técnicas acima para criar sons mais sintéticos. Em suma, trata-se de recombinar as peças e sintetizar. A edição e mixagem de diversos sons pode produzir uma impressão de um som novo, mesmo ele não sendo nada novo. Como pudemos ver na lista acima, todos os sons já existiam e já eram conhecidos de todos nós. O conceito não é criar novos sons, e sim combinar barulhos no intuito de disfarçar um som original – vai dizer que agora toda vez que você ouvir um Tie Fighter não vai vir na sua cabeça uma imagem de um elefante voando desembestado no espaço? O mago dos efeitos sonoros, Ben Burtt, em sua mesa de trabalho O mago dos efeitos sonoros, Ben Burtt, em sua mesa de trabalho É claro que não é por isso que você vai, em pouco tempo, virar um novo Ben Burtt. Mas a fica aqui a dica do trabalho que ele fez: romper fronteiras e pensar longe, em coisas inusitadas. Às vezes insuitadas demais, como a brincadeira apresentada pelos holandeses do projeto Noisia: O segredo do super ultra mega grave do Noisia finalmente revelado E ai, quem vai correr atrás de uma caixinha de som dessas e um copo de vidro grande? :)

Para saber mais:

Ben Burtt - Biografia @ StarWars.com Filmsound.org - Portal sobre sonorização cinematográfica