Incrível como a bitolação e o apego ao material não páram de me surpreender. Em meio a uma saraivada de acontecimentos que estão deixando as majors, as grandes gravadoras, em um beco sem saída, elas me soltam a seguinte: “Vamos vender músicas em pen-drives”. Isso mesmo que você leu. Universal, EMI e Warner anuciaram que vão vender músicas em drives USB. Dizem que “a iniciativa é orientada a jovens de 12 a 24 anos, que já não acreditam que o CD é tão legal como costumava ser”, mas que “as pessoas ainda querem possuir um produto físico”. Bom, se hoje o CDzinho que você compra a menos de 1 real é vendido a 30, já dá pra imaginar quanto que vai custar um álbum de 10 músicas em um pen-drive. Que vão gerar mais danos ao meio ambiente que a produção das bolachas prateadas e aumentar a quantidade de lixo tecnológico. Isso é pra mostrar algo que já digo há tempos: a função dos caras é prensar disco. Mais nada. E as duas pontas, público e artistas, foram um gado sereno que eles conduziram a vida toda. Agora que o gado começa a ficar solto no pasto, o que resta ao peão fazer? Comprar esporas e açoites novos. E você, vai mugir ou dar uma chifrada no peão? [Via Engadget]