Cortex Dmix: O mixer para iPod

A Cortex anuncia finalmente a chegada às lojas do seu aguardado Dmix-300, o aparelho que promete finalmente transformar o iPod em algo possível de ser utilizado por DJs de verdade, ao contrário do mico que foi o iDJ da Numark. A Cortex é uma empresa americana com muito pouco tempo de vida, mas com uma proposta de gente grande: ajudar os DJs a abraçar o mundo da música digital, mas sem laptops, computadores, controladores midi ou os famigerados CD-Rs. Nada disso. A Cortex vai se empenhar somente no lançamento de aparelhos que toquem mp3 e outros formatos digitais. Aparelhos em que você carrega as músicas e sai tocando, sem configurações ou complicações. O toca-discos digital HDTT-5000 e os players duas HDC-1000 e HDC-3000, sucessos da Cortex A empresa já oferece uma linha de produtos que foi bastante aclamada nas últimas feiras de fabricantes como a NAMM 2006: os players duais HDC-1000 e HDC-3000, similares aos CDJs duais de rack, e a pickup digital HDTT-5000, que toca as mp3 que estiverem em qualquer dispositivo USB. Mas finalmente chegou às ruas o que todos mais esperavam: o Cortex Dmix-300, o melhor mixer para iPod disponível no mercado na atualidade. O Cortex Dmix-300, primeiro mixer para iPod que pode ser levado a sério O Dmix300 promete fazer tudo que a Numark prometeu com seu ridículo iDJ e não conseguiu entregar. Além de funcionar com apenas um iPod, o mixer oferece controles de pitch e um jog-wheel robusto, com tripla funcionalidade: permite não só acelerar ou reduzir a música em ajuste fino, como em qualquer CDJ, mas também oferece funções de scratch e pode ser usado para navegar pelos seus arquivos. Visão superior do Cortex Dmix-300: controles bem dimensionados em um design bem trabalhado Com duas telas, uma dedicada para cada deck, o DJ consegue manipular muito facilmente os arquivos sem correr o risco de carregar a faixa certa no deck que está aberto pra audiência (coisa que até profissionais consagrandos no ramo fazem com seus Seratos). E pra quem adora fazer buscas, sem problemas: o mixer aceita receber um teclado USB para quem quer digitar nomes de músicas ou artistas e encontrar mais facilmente. Basta levar um teclado bem portátil e tudo está resolvido. O mixer possui o kit completo que todo profissional deseja. Desde a saída para fones de ouvido com controle de pré-escuta controlado por fader até entrada para microfone com duas faixas de equalizaçao (graves e agudos), sem esquecer as 3 saídas RCA estéreo para o master (o som principal), booth (retorno) e rec (para a gravação do set). E claro, possui duas entradas line/phono, permitindo acrescentar toca discos e outras parafernálias ao mixer. Conexões de entrada e saída é o que não faltam ao Cortex Dmix-300 O design é bem arrojado e parece dos melhores e mais robustos até então. A Cortex mandou bem ao dar uma cara séria ao que muitos consideravam apenas um brinquedo. E, convenhamos, nunca entendi porque um brinquedo não pode ter uma aparência mais profissional. O Dmix-300 chega agora em junho às lojas dos EUA com o preço de tabela de 600 dólares. Um pouco salgado, mas se você considerar que o DJ não precisa de mais nada além de um iPod (ou qualquer outro dispositivo USB, de pen-drives a HDs externos de alta-capacidade), a coisa sai mais em conta. Você ainda fica livre dos riscos de pane que um computador oferece. Em breve sai a versão mais robusta, o Cortex Dmix-600, que oferece algum tempero a mais, como efeitos individuais para cada deck, e para o master do mixer. Sem controle de pitch e precisando de dois iPod, o iDJ da Numark não passou de um verdadeiro mico A Numark ainda vai contra-atacar com o iDJ2, que foi anunciado no começo do ano passado mas até agora continua sem data para chegar. Semana que vem estarei aqui com o Curupira e o Boitatá, que disseram que o iDJ2 arrebenta, sendo a maior lenda urbana dos últimos tempos… :) ...

2007-06-11 · 4 min · 680 words · Submusica

Os efeitos sonoros de Star Wars

Mesmo 30 anos depois do lançamento do seu primeiro filme, a série Guerra Nas Estrelas ainda surpreende com seus efeitos sonoros. Assista um vídeo com os melhores efeitos sonoros de Star Wars, e saiba como eles foram produzidos Que a série Guerra Nas Estrelas (Star Wars) é um marco no cinema, ninguém duvida. Seus efeitos visuais e narrativa seduziram diversas gerações, desde o episódio original, de 1977. Porém existe um aspecto surpreendente da série e que pouco se fala a respeito: a sonorização. Além da maravilhosa trilha musical de John Williams, os efeitos sonoros de Star Wars sempre surpreendem. Mesmo os criados há 30 anos atrás pelo mestre Ben Burtt continuam a causar impacto e parecem usar os mais modernos sintetizadores e técnicas de produção da atualidade. O site Unindentified Sound Object compilou um vídeo com os 10 melhores efeitos sonoros de Guerra Nas Estrelas. Vamos � ele: Os 10 melhores efeitos sonoros da série Guerra Nas Estrelas O vídeo dá destaque � alguns sons que passam desapercebidos de qualquer um, como por exemplo o som dos geradores da Estrela da Morte sendo desligados por Obi Wan Kenobi. Ben Burtt é o grande cérebro na criação e concepção destes efeitos sonoros e de muitos outros sucessos, como a série Indiana Jones e o filme ET, o Extraterrestre. E mostra sua genialidade não só nos filmes, mas também aonde foi buscar inspiração e matéria prima para o seu trabalho. Depois de um pouco de pesquisa, eis aqui uma pequena lista com a origem de alguns dos efeitos sonoros mais clássicos da série. ...

2007-06-09 · 5 min · 984 words · Submusica

Laptops e problemas de postura

Com o preço cada vez mais baixo e a popularização das redes sem fio, mais e mais pessoas estão aderindo aos laptops. E com isto, um aumento exponencial de pessoas com problemas musculares, segundo os especialistas. A cada dia, aumenta o número de pessoas que correm o risco de causar “dano irrecuperável” às suas espinhas dorsais, nucas, costas e ombros. Tudo por causa da má postura ao usarem seus laptops. Milhões de pessoas correm este risco, e especialistas dizem que 4 em cada 5 pacientes causam dano crônico aos nervos por trabalharem com computadores portáteis. ...

2007-06-01 · 4 min · 640 words · Submusica

Placas de som para DJs

Atendendo a pedidos, chegou a hora de falar de um item essencial para os DJs que estão partindo rumo às soluções digitais, sejam elas controladores midi, ou simuladores de vinil: as placas de som. Vamos dar uma rápida olhada no que o mercado oferece no momento. Quando se fala de placas de som, existe um mundo de possibilidades. Mas quando se trata de DJs, existem alguns aspectos que precisam ser levados em conta. Vamos à eles: ...

2007-05-31 · 7 min · 1419 words · Submusica

Binaural Recording: som 5.1 em fones

Hoje em dia todo mundo quer ter um home-theater com caixas de som 5.1 (ou mais) para curtir toda aquela imersão sonora que o som espacial permite. Porém, existe uma técnica muito ignorada que dá um efeito muito superior, e usando fones de ouvido comuns: o esquema Binaural Recording, ou “gravação bináurea”. Não, não estamos falando daqueles fones multimídia que possuem 3 conectores estéreo, que são ligados às saídas de uma placa de som 5.1 e que reproduzem todas elas dentro do fone. Nada disso. Estamos falando de você usar fones de ouvido comuns e sentir uma imersão que não deixa nada a desejar ao melhor home-theater em termos de imersão, uma sensação que é simplesmente indescritível. Então, nada melhor do que ouvir uma demo do efeito chamada “Luigi’s Virtual Haircut”, que simula uma ida a um engraçado barbeiro italiano e seu assistente Manuel – o áudio está em inglês, mas mesmo assim a demonstração não deixa de impressionar. Confira – sem esquecer dos fones de ouvido: [podcast]/download/18/[/podcast] [download=18] Incrível, não? Isto é possível usando um esquema de gravação com dois microfones, cada um dedicado a captar o que seria um dos ouvidos, que ficam afastados a cerca de 18 centímetros um do outro. Em tese, isto simula a zona neutra que existe entre nosso ouvidos e permite a captação do som de maneira mais real. Mas não é só isso: o processo mais profissional inclui ainda microfones de alta sensibilidade, que são colocados dentro de um molde de uma cabeça humana, de forma a simular todo caminho percorrido pelas ondas sonoras através de nossas orelhas. O esquema Binaural Recording emprega dois microfones posicionados a simular a posição dos ouvidos humanos Este é o segredo do tal “efeito”. Porque, como diz o próprio personagem Luigi, da demonstração acima, não há efeito algum, e sim o processamento natural do cérebro, que distingue variações de força, tom e equalização e calcula, automaticamente, a distância e a posição do que é escutado. Ao tocar o arquivo em fones de ouvido, nosso cérebro é automaticamente enganado e nos leva a acreditar que o que estamos ouvindo está se posicionando de maneiras diferentes. Apesar de parecer novidade, o esquema de gravação bináurea foi inventado em 1881, e veio se popularizar 40 anos depois, na década de 20. Naquela época, uma rádio de Connecticut (EUA) chegou a transmitir concertos usando este padrão de som. Porém, como naquela época não havia transmissão de rádio em estéreo, ela transmitia o canal esquerdo em uma estação, e o direito em outra. Era necessário que o ouvinte tivesse dois aparelhos de rádio, algo caríssimo naquela época. Apesar da imersão oferecida, o sistema caiu em esquecimento nas décadas seguintes. Como ele precisa ser apreciado usando fones de ouvido, as pessoas nunca deram muita bola, pois até a chegada do lendário walkman, fones de ouvido eram vistos como algo incômodo – as pessoas só se preocupavam em consumir música que fosse possível ouvir no aparelho de som em casa ou no carro. A mais recente trilogia de Guerra Nas Estrelas usa e abusa do esquema de gravação bináureo Recentemente, na constante luta por oferecer uma experiência melhor, a indústria cinematográfica acabou resgatando o efeito, que tem sido plenamente utilizado na masterização sonora de filmes atuais – a nova trilogia de Guerra Nas Estrelas, de George Lucas, é um belo exemplo disto. O grande barato é que essa experiência só acontece usando fones de ouvido. Ao usar caixas de som convencionais, o efeito se perde, pois novamente entra em ação o sistema de escuta humano e suas características, anulando o efeito. O experimento é um ótimo exemplo de temas que vamos abordar aqui no Submusica no futuro: sobre como diferentes tipos de música e áudio requerem diferentes tipos de equipamento para serem escutados. Isso explica porque tanta gente vê graça em certos estilos musicais, enquanto outras não. Muitas vezes, é uma questão de imersão. Agradecimentos ao Daniel Sollero do Eisso.org pela dica! ...

2007-05-30 · 4 min · 681 words · Submusica

Traktor Scratch, Final Scratch, Serato ou Torq?

E chegou a hora de falar da tecnologia que ajudou a virar o mercado fonográfico de ponta-cabeça: os simuladores de vinil. No ringue, quatro grandes fabricantes e uma disputa acirrada. Final Scratch, Serato, Torq ou Traktor Scratch: qual o melhor? Quais as vantagens e desvantagens de cada um? Estas e outras dúvidas você tira aqui. Discotecar usando um computador? Ah, dá um tempo… Antes de mais nada, vamos entender como a coisa funciona, e como chegamos até aqui. O motivo? Simples: provavelmente sua decisão final sobre qual sistema escolher vai estar bem relacionada com o histórico do produto. Palavra de quem usou o Final Scratch 2 por dois anos e já conhece este mercado de cor e salteado. Vamos lá! O ano era 1998. Discotecar usando computadores era um sonho distante: já tínhamos programas no mercado (Virtual Turntables, PCDJ, MJ Studio), mas a coisa era complicada. Usar teclado e mouse para mixar músicas em tempo real sempre foi algo difícil – pra não dizer impossível. Eis que na época poucos souberam de um projeto audacioso: ligar um computador a um par de toca-discos e usá-los para controlar as mp3 que eram tocadas no computador. Uma simulação total. O MJ Studio, software que chegou a sacudir o mercado e depois sumiu, como tantos outros Nascia o Final Scratch, um projeto de um grupo de jovens alemães, que em 1998 apresentaram ele em público em uma conferência de usuários do finado sistema BeOS. Este sistema operacional, nascido de uma dissidência da Apple, era destinado pra PCs e tinha como grande força o seu talento nato para multimídia – lembro perfeitamente quando o rodei pela primeira vez, e coloquei 10 mp3s para tocar ao mesmo tempo em um saudoso AMD K6 II de 300Mhz com 32 MB de Ram, e o sistema sequer tossiu. Era um feito marcante se comparado ao tosco Windows 98, que já soluçava com o VTT tocando duas mp3. ...

2007-05-29 · 17 min · 3451 words · Submusica

Deckadance com Nintendo Wii

E o Deckadance não pára de surpreender! O concorrente do Traktor mostra que veio com tudo pra sacudir o cenário de programas para DJs: só neste mês foram 8 (!!) atualizações de versão . A mais recente trouxe uma novidade interessante: suporte ao controle do console Nintendo Wii. A Image-Line, produtora do programa Deckadance, o mais novo concorrente do Traktor, está se mostrando realmente comprometida com seus usuários e com o objetivo de tornar o Deckadance um dos melhores (senão o melhor) programa para DJs do mercado. Somente neste mês de maio de 2007, foram 8 atualizações de versão, com vários bugs sendo corrigidos e novos recursos sendo oferecidos à toda hora. A versão 1.10, lançada no último dia 24 de maio, trouxe uma grande melhoria no uso de discos de vinil timecode dos simuladores M-Audio Torq e PCDJ Reflex, um novo sistema de playlists e manipulação das músicas, e grandes melhorias no suporte à plugins VST. Deckadance está num ritmo de atualizações no mínimo “frenético” Mas a novidade mais marcante é o suporte nativo ao Wiimote, o revolucionário controle do console Nintendo Wii. Para quem nunca viu, o controle do game tem um sensor de movimento, que capta com perfeição todas as suas manipulações dele no ar, e traduz para a tela. Ao oferecer suporte ao Wiimote, que conversa com o computador usando a interface bluetooth, o Deckadance permite que qualquer um possa adicionar um poderoso e interativo controle adicional, seja para controlar as faixas, ou – melhor ainda – para controlar efeitos e VSTs, como flanger, phaser e cia, balançando as mãos no ar e dando uma de “maestro”, adcionando uma grande interatividade nos seus sets. E por um preço muito camarada: por menos de 150 reais você pode comprar o que seria um controlador midi revolucionário. Alguns programas já ofereciam suporte ao Wiimote no Windows e no Mac, mas o suporte nativo por um dos top programas de DJing do mercado coloca a coisa em outra esfera. É pegar pra ver. Veja abaixo uma demonstração do que o Wiimote pode fazer com em conjunto com o Deckadance: ...

2007-05-28 · 2 min · 363 words · Submusica

Rádios online em extinção

No dia 3 de março de 2007, o CRB (Copyright and Royalties Board), grupo que coordena as ações referentes a direitos autorais dos EUA, mudou as regras do jogo para as rádios da Internet, aumentando a taxação em até 1200%. A partir do dia 5 de julho de 2007, se nada for feito, inúmeras rádios online irão fechar as portas. Por conta de um pedido da RIAA, a famigerada associação da indústria de gravadoras que já causou fechamentos de vários sites e serviços de P2P, como o lendário Napster, o CRB ignorou o fato que as rádios online já são obrigadas a pagar o dobro do que pagam as rádios por satélite em relação � execução das músicas, e aumentaram as taxas ainda mais. Em 2005, a taxa era de 0,0007 de dólar por cada música executada por streaming. Pela nova regra, em 2010 a taxa será de 0,0019 centavo. Parece pouco, não é? Mas só que este modelo de taxação é um repeteco do mesmo modelo que é aplicado nas rádios tradicionais, como as rádios FM que você escuta no seu carro. E é aí que o bicho começa a pegar. Uma rádio tradicional transmite suas músicas para sua audiência, e paga pela execução daquela música. Só que apenas uma música é transmitida por vez. Ou seja, se ela tem 1 milhão de ouvintes, ou apenas 3, todos eles estarão ouvindo a mesma música. Rádios online que oferecem serviço do tipo “on demand”, onde você escolhe o que quer escutar, como a Last.fm e a Pandora, por exemplo, estão transmitindo diferentes músicas pra cada ouvinte ao mesmo tempo. Se um deles tiver uma audiência de 1 milhão de ouvintes ao mesmo tempo, provavelmente estará transmitindo quase 1 milhão de músicas diferentes ao mesmo tempo. A grosso modo, é como se ela tivesse 1 milhão de estações. E pagaria 1 milhão de vezes mais impostos. “Pirate Radio”, arte por Asaf Hanuka (www.asafhanuka.com) Para rádios online menores, havia uma opção de pagar um percentual sobre o que a rádio faturava, uma opção muito mais justa, afinal a quantidade de músicas que se executa por dia em cada estação é a mesma, independente do porte da rádio. Porém isso acaba também com a nova regra. O grupo SoundExchange, entidade responsável pelo recolhimento dessas taxas, diz que quer pegar os peixes grandes – as rádios online de empresas como AOL e Yahoo!, por exemplo. Mas o fato é que com esta nova forma de tarifação, as rádios pequenas já vão levar uma porrada muito grande nos seus custos de operação, e quanto mais crescerem suas audiências, pior a situação fica. Sim, pois ter mais audiência pra uma rádio online significa ter mais custos, afinal cada ouvinte consome banda dos servidores que transmitem o áudio – diferentemente das rádios convencionais, onde o sinal trafega livre pelo ar, e onde um aumento de 15% de audiência de um mês pro outro não muda absolutamente nada em termos de custos. Outro ponto é que operar uma rádio tradicional requer maquinário e profissionais dedicados. O tamanho da operação é sempre proporcional ao porte da rádio. Já uma rádio online dá muito menos trabalho, e não � toa temos rádios enormes como a Last.fm, que hoje é a maior da Internet, com menos de 100 funcionários. A Pandora tem menos de 40 funcionários. São empresas pequenas e que não faturam tanto, pois conteúdo em áudio ainda é difícil de ser rentabilizado, já que a tecnologia atual para entregar anúncios ainda não é tão eficiente como a que é usada para entregar banners e links patrocinados em páginas web. SaveNetRadio: contagem regressiva para o em que a música morre E outro ponto importantíssimo: se os usuários escolhem o que querem ouvir, como replicar a indústria do jabá, que é o que sustenta canais de tv e rádio abertos pelo mundo todo? Sem poder empurrar as boy bands, grupos de axé e rappers metidos � marginal na goela abaixo da audiência, como se ganha dinheiro? A situação fica ainda mais feia pois estas rádios já pagam direitos de execução aos artistas. E aí você se pergunta: mas que raio de briga é essa então? Acontece que o grupo SoundExchange fazia parte da famigerada RIAA até 3 anos atrás. Ou seja, sua diretoria ainda está carregada de tubarões das gravadoras. Que querem morder um pedaço maior do bolo, principalmente depois da virada de mesa das lojas de música online que concorrem com o iTunes, da Apple. Pois, para concorrer com a gigante da música digital e dona do iPod, a solução para as outras lojas digitais foi casar a oferta de rádio online e assinatura: você paga uma mensalidade fixa para consumir o quanto quiser de música. Isto, é claro, não agradou às gravadoras, que não tinham outra saída, pois ninguém vai concorrer vendendo música no varejo com a Apple nesta altura do campeonato. Bom, este é o cenário desenhado. A partir do dia 05 de julho de 2007, alguma coisa vai acontecer: ou as apelações ao congresso americano vão gerar algum efeito, ou a SoundExchange vai finalmente passar a cobrar suas taxas pela nova regra – que já está em vigor desde o começo do ano, ela apenas “foi legal” e deu esse prazo de carência pra que as rádios online arrumem a casa – mas malandramente, ela vai cobrar os atrasados. Aqui no Brasil não temos muito o que temer, mas sabemos que todas as sacanagens que acontecem lá sempre são repetidas aqui, colonizados disfarçados que somos. É torcer pra que o movimento SaveNetRadio consiga conquistar mais e mais adeptos, e que mais uma vez, as comunidades que perambulam a Grande Rede façam algo pra salvar uma das mais clássicas vantagens de se acessar a Internet: poder escutar música onde o dial do seu rádio nunca sonhou alcançar. ...

2007-05-26 · 5 min · 973 words · Submusica

Aaron Spectre no ARS Electronica

O projeto Drumcorps, do produtor americano Aaron Spectre, recebeu honras de distinção pelo trabalho no album Grist, na última edição do festival Ars Electronica, que acontece anualmente na Áustria. Um reconhecimento muito importante para uma das melhores revelações da música eletrônica nos últimos anos . O produtor Aaron Spectre é, sem sombra de dúvidas, um dos maiores talentos da música eletrônica atual. Muito conhecido pelos ouvintes do gênero raggacore, o produtor se destaca pela versatilidade em suas produções, que vão do dubstep até ao ambient, passando pelo hardcore, drum n’bass e, claro, raggacore – uma das suas especialidades. O produtor Aaron Spectre durante uma de suas apresentações ao vivo Aaron está hoje radicado na Alemanha, mas é um verdadeiro cidadão do mundo: vive em turnê por diversos países da Europa, América do Norte e ”sia, e só pára em seu estúdio para dar continuidade às produções. Entre seus diversos projetos, que incluem um genial Live PA onde utiliza diversos controladores midi, existe o projeto Drumcorps, que acrescenta o peso de guitarras ao vivo ao já intenso som do jovem produtor. Aaron já possui uma discografia de respeito, ainda que curta. Colecionando o respeito de nomes do calibre de Mary Anne Hobbes, host da Radio1 (BBC UK), e de publicações importantes como a revista XLR8R, o produtor obteve mais uma importante conquista: uma honra do festival austríaco ARS Electronica pela distinção do seu trabalho � frente do projeto Drumcorps, com o álbum Gist. O álbum Grist, do projeto Drumcorps, de Aaron Spectre O ARS Electronica é um festival que já premiou diversos medalhões da música eletrônica mundial. Aphex Twin, Chris Cunningham, Peter Gabriel, Sunn((O))), Plastikman e Autechre são apenas alguns que já foram agraciados no passado, indicando não só o compromisso do festival em reconhecer talentos que realmente trazem inovação � música eletrônica, mas também demonstrando o peso e a importância desta indicação na carreira do jovem Aaron Spectre. Ele, que se diz muito honrado com a conquista, promete um belíssimo set ao vivo na noite de gala do festival, que vai acontecer no dia 07 de Setembro deste ano. O álbum Grist já possui versão em CD disponível para venda, e a versão em vinil de 12" chega às lojas este mês. Vídeo da apresentação do Drumcorps no Japão: barulho e insanidade nunca combinaram tão bem O produtor ainda encontra tempo para manter seus trabalhos solo em andamento. O CD Lost Tracks está no forno e deve chegar às ruas em algumas semanas, e algumas faixas já podem ser escutadas no Virb do produtor. Vale muito a pena conferir. Nós do Submusica ficamos na torcida pelo sucesso do Aaron Spectre e aguardando ansiosamente pela visita do mesmo ao Brasil. Afinal, pessoas como Aaron são fundamentais para que haja inovação na música eletrônica. Abra sua mente e comece a escutar coisas diferentes. Pode até soar esquisito no começo, mas se dê a chance de conhecer o trabalho. Todos que o fizeram não se arrependeram, e o prêmio da ARS Electronica só confirma que o cara realmente manda bem. Ouça a faixa principal do álbum Grist, do projeto Drumcorps: [display_podcast] ...

2007-05-25 · 3 min · 536 words · Submusica

O que esperar do BCD3000?

O assunto do momento aqui no Submusica é o BCD3000. Anunciado no começo deste ano, o controlador novo da Behringer que veio para substituir o sucesso do BCD2000 está causando burburinho mesmo sem ter saído ainda, mas será que ele é tão melhor assim? Vamos dar uma investigada a fundo no histórico do BCD2000 e cair na real. A febre do BCD2000 O BCD2000 foi anunciado no finalzinho de 2004 pela Behringer, empresa bastante conhecida no ramo de equipamentos de áudio, principalmente por por produzir equipamentos de qualidade um pouco inferior à concorrência, mas com ótimo preço. Era algo revolucionário: um controlador de dois decks com mixer e placa de som embutidos, uma solução completa que deixou fãs do Traktor e de outros programas de DJ babando. O preço era uma pechincha, apenas 150 dólares, algo muito barato pra quem está acostumado com o caro universo dos controladores midi – as mais simples placas de áudio USB profissionais não saem por menos que 150 dólares hoje em dia , em pleno 2007. O BCD2000 demorou por mais de um ano, mas finalmente saiu. E foi revolucionário. Muito se especulou a respeito dele. A Behringer apresentou o BCD2000 na NAMM'05, e pareceu bem interessante. Era só aguardar até maio de 2005. Depois de mais de um ano de atraso, tendo épocas em que o site do produto já tinha mudado a data de lançamento pra clássica sigla TBA (To Be Announced, “A ser anunciado”), eis que em março de 2006 o danado finalmente começou a aparecer nas mãos dos usuários. ...

2007-05-25 · 10 min · 1953 words · Submusica