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    <title>Brasil on Submusica</title>
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      <title>Lucio K: música brasileira e cidadã do mundo</title>
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      <pubDate>Sun, 17 Jun 2007 22:36:32 +0000</pubDate>
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      <description>&lt;p&gt;&lt;img alt=&#34;Lucio K: música brasileira e cidadã do mundo&#34; loading=&#34;lazy&#34; src=&#34;../../uploads/luciok_brahmaopenair.jpg&#34;&gt; Já tem alguns anos que o DJ Lucio K abandonou o rótulo de &amp;ldquo;DJ de música eletrônica&amp;rdquo; pra se dedicar à mistura de ritmos brasileiros. E cada vez mais o exterior se liga na música eletrônica com cara de Brasil: logo depois de ir à África do Sul em abril, agora chegou a vez da Ucrânia convidar o DJ.  Em abril passado, Lucio K embarcou para a África do Sul com uma missão importante: mostrar, em um festival da respeitada organização Creative Commons, a fusão dos ritmos brasileiros com a música eletrônica. A missão foi tão bem sucedida, que agora são os ucranianos que pediram para conferir o som do Brasil ali de pertinho, no festival Brahma Open Air. É claro que a família Submusica não podia deixar de fazer algumas perguntas para Lucio K, que você confere agora, enquanto ouve o set Tropical Vibe 2006 Parte 2: [display_podcast] &lt;strong&gt;Como surgiu o convite para a Ucrânia e o que é esse festival?&lt;/strong&gt; O DJ Tahira &amp;ndash; que esteve lá em 2006 com seu som classudo, que mistura jazz, breaks e música brasileira &amp;ndash; me recomendou. O pessoal da organização do festival, todo feito por lá na Ucrânia, ouviu algumas faixas do meu disco no Myspace e meu mixtape &amp;ldquo;Tropical Vibe&amp;rdquo;, e gostou muito, achou bem original. O festival vai ser como uma grande rave, que começa meio dia e termina as 4 da manhã, com DJs e Live PAs da Hungria, Rússia, Holanda, Inglaterra e França. &lt;strong&gt;Então você é o único brasileiro por lá, o que é uma honra e tanto. O que você pretende tocar?&lt;/strong&gt; Algumas músicas e remixes meus, claro, e faixas novas de produtores que também buscam um novo som brasileiro. Dusouto, Bruno E, DJ Dolores, Marcelinho da Lua, Flavinho Megabyte, Sonic Jr, Lucas Santtana, Digital Dubs são alguns deles. O importante mesmo é mostrar coisas originais, e com o suingue brasileiro, que é o que não falta aqui. Mas tudo numa linguagem tambem eletrônica, que é a linguagem a qual eles tão mais acostumados lá fora, como na Ucrânia. &lt;strong&gt;Você diria que um novo estilo está surgindo? De uma nova música brasileira eletrônica?&lt;/strong&gt; Eu acho que há um potencial bom do Brasil voltar a exportar música para o mundo inteiro. Porque aqui nunca houve a cultura de música eletrônica em seu potencial máximo. O brasileiro nunca pode realmente pode conhecer (e julgar) o que é essa cultura, pois ela só acontece onde há grandes sound systems com bons equipamentos. Afinal de contas, a musica eletronica é feita exclusivamente pra esse formato, que quase não existe no Brasil. Mas, como os produtores daqui cada vez mais se familiarizam com essa cultura e com a parte tecnológica, existe todo um campo enorme a ser explorado. Do suingue brasileiro com &amp;ldquo;punch&amp;rdquo; para pista, pra grandes sistemas. Por exemplo: Quando um DJ faz uma festa em um lugar pequeno com um sound system pequeno, aí funcionam coisas antigas, acústicas. Mas para um grande e bom equipamento de som, aí a música toma outra dimensão, bem diferente. Já funciona melhor outro tipo de música, e neste caso eu toco essa nova tendência &amp;ndash; sem querer dar rótulos, gosto de chamar de &amp;ldquo;música brasileira pra pista&amp;rdquo;. Este estilo está apenas engatinhando por aqui, eu acho que justamente por isso, nós não temos equipamentos apropriados, no geral. Mas lá fora isso está sendo mais compreendido. Na África do Sul as pessoas piraram, muitas vinham perguntar que tipo de música era aquele. O que funciona mais lá fora são coisas novas e originais, o público quer isso de um DJ. &lt;strong&gt;Você acha que os produtores brasileiros de música eletrônica devem colocar mais elementos brasileiros em suas músicas?&lt;/strong&gt; Não. Eu acho que seria ótimo se os produtores iniciantes simplesmente buscassem sempre um som original, sem apenas copiar o que vem de fora. Afinal, o pessoal lá de fora já tá anos � frente nas manhas de produção dos estilos deles. O risco de tentar copiar aqui e ficar caído é enorme. Mas claro que seria bom pra qualquer produtor brasileiro conhecer cada vez mais a diversidade enorme de ritmos e grooves brasileiros, e a diversidade enorme de instumentos e percussões daqui. Naturalmente eles iriam usando de uma coisa ou outra de fora, foi assim comigo. A cultura musical brasileira é fascinante e muito desconhecida por nós, afinal a mídia não mostra essa diversidade. Quanto mais você conhece o Brasil, mais gosta, e como DJ tento levar um pouco dessa cultura nossa aos outros países. Ficam aqui os votos do Submusica para que Lucio K arrebente por lá e continue colhendo frutos dessa dedicação � cultura brasileira.&lt;/p&gt;</description>
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