Vestax Controller One: E o DJ virou músico

Já faz uma pá de tempo que a Vestax lançou o Controller One, o controlador midi em forma de toca-discos (ou seria o contrário). Desde então, tudo que se viu foram fotos na Internet e mais nada. Até que alguém resolveu meter a mão na massa e mostrar o que é possível em um vídeo. O DJ Woody, em parceria com o site Skratchworkx, resolveu gravar um vídeo mostrando o que é possível fazer com a pickup em forma de controlador midi, e é simplesmente incrível. Algo que com certeza vai mudar a forma como DJs de performance se integram a bandas em shows, transformando o DJ de mero maestro em um músico de verdade. Confira esta rotina de treino que é uma releitura do clássico “Light My Fire”, do Doors: ...

2007-06-27 · 2 min · 352 words · Submusica

Drop Spin Fade: controlador de som 3D

Mais um projeto de interface para controle de sons acaba de ganhar o mundo: o Drop Spin Fade é um projeto de controlador midi completamente 3D, no melhor estilo “Minority Report”, no qual o músico pode esculpir os sons em pleno ar. Confuso? Então veja o vídeo. Sim, “Minority Report”, o filme de ficção científica de Steven Spielberg e estrelado por Tom Cruise. No filme, o policial interpretado por Cruise utilizava luvas para manipular um computador de interfaces revolucionárias. O Drop Spin Fade não tem aquelas telas de cristais como no filme, mas a interface de controle já é bem parecida, na qual o compositor pode literalmente esculpir os sons com as próprias mãos. Assista ao vídeo: ...

2007-06-21 · 2 min · 254 words · Submusica

Cortex Dmix: O mixer para iPod

A Cortex anuncia finalmente a chegada às lojas do seu aguardado Dmix-300, o aparelho que promete finalmente transformar o iPod em algo possível de ser utilizado por DJs de verdade, ao contrário do mico que foi o iDJ da Numark. A Cortex é uma empresa americana com muito pouco tempo de vida, mas com uma proposta de gente grande: ajudar os DJs a abraçar o mundo da música digital, mas sem laptops, computadores, controladores midi ou os famigerados CD-Rs. Nada disso. A Cortex vai se empenhar somente no lançamento de aparelhos que toquem mp3 e outros formatos digitais. Aparelhos em que você carrega as músicas e sai tocando, sem configurações ou complicações. O toca-discos digital HDTT-5000 e os players duas HDC-1000 e HDC-3000, sucessos da Cortex A empresa já oferece uma linha de produtos que foi bastante aclamada nas últimas feiras de fabricantes como a NAMM 2006: os players duais HDC-1000 e HDC-3000, similares aos CDJs duais de rack, e a pickup digital HDTT-5000, que toca as mp3 que estiverem em qualquer dispositivo USB. Mas finalmente chegou às ruas o que todos mais esperavam: o Cortex Dmix-300, o melhor mixer para iPod disponível no mercado na atualidade. O Cortex Dmix-300, primeiro mixer para iPod que pode ser levado a sério O Dmix300 promete fazer tudo que a Numark prometeu com seu ridículo iDJ e não conseguiu entregar. Além de funcionar com apenas um iPod, o mixer oferece controles de pitch e um jog-wheel robusto, com tripla funcionalidade: permite não só acelerar ou reduzir a música em ajuste fino, como em qualquer CDJ, mas também oferece funções de scratch e pode ser usado para navegar pelos seus arquivos. Visão superior do Cortex Dmix-300: controles bem dimensionados em um design bem trabalhado Com duas telas, uma dedicada para cada deck, o DJ consegue manipular muito facilmente os arquivos sem correr o risco de carregar a faixa certa no deck que está aberto pra audiência (coisa que até profissionais consagrandos no ramo fazem com seus Seratos). E pra quem adora fazer buscas, sem problemas: o mixer aceita receber um teclado USB para quem quer digitar nomes de músicas ou artistas e encontrar mais facilmente. Basta levar um teclado bem portátil e tudo está resolvido. O mixer possui o kit completo que todo profissional deseja. Desde a saída para fones de ouvido com controle de pré-escuta controlado por fader até entrada para microfone com duas faixas de equalizaçao (graves e agudos), sem esquecer as 3 saídas RCA estéreo para o master (o som principal), booth (retorno) e rec (para a gravação do set). E claro, possui duas entradas line/phono, permitindo acrescentar toca discos e outras parafernálias ao mixer. Conexões de entrada e saída é o que não faltam ao Cortex Dmix-300 O design é bem arrojado e parece dos melhores e mais robustos até então. A Cortex mandou bem ao dar uma cara séria ao que muitos consideravam apenas um brinquedo. E, convenhamos, nunca entendi porque um brinquedo não pode ter uma aparência mais profissional. O Dmix-300 chega agora em junho às lojas dos EUA com o preço de tabela de 600 dólares. Um pouco salgado, mas se você considerar que o DJ não precisa de mais nada além de um iPod (ou qualquer outro dispositivo USB, de pen-drives a HDs externos de alta-capacidade), a coisa sai mais em conta. Você ainda fica livre dos riscos de pane que um computador oferece. Em breve sai a versão mais robusta, o Cortex Dmix-600, que oferece algum tempero a mais, como efeitos individuais para cada deck, e para o master do mixer. Sem controle de pitch e precisando de dois iPod, o iDJ da Numark não passou de um verdadeiro mico A Numark ainda vai contra-atacar com o iDJ2, que foi anunciado no começo do ano passado mas até agora continua sem data para chegar. Semana que vem estarei aqui com o Curupira e o Boitatá, que disseram que o iDJ2 arrebenta, sendo a maior lenda urbana dos últimos tempos… :) ...

2007-06-11 · 4 min · 680 words · Submusica

Placas de som para DJs

Atendendo a pedidos, chegou a hora de falar de um item essencial para os DJs que estão partindo rumo às soluções digitais, sejam elas controladores midi, ou simuladores de vinil: as placas de som. Vamos dar uma rápida olhada no que o mercado oferece no momento. Quando se fala de placas de som, existe um mundo de possibilidades. Mas quando se trata de DJs, existem alguns aspectos que precisam ser levados em conta. Vamos à eles: ...

2007-05-31 · 7 min · 1419 words · Submusica

O que esperar do BCD3000?

O assunto do momento aqui no Submusica é o BCD3000. Anunciado no começo deste ano, o controlador novo da Behringer que veio para substituir o sucesso do BCD2000 está causando burburinho mesmo sem ter saído ainda, mas será que ele é tão melhor assim? Vamos dar uma investigada a fundo no histórico do BCD2000 e cair na real. A febre do BCD2000 O BCD2000 foi anunciado no finalzinho de 2004 pela Behringer, empresa bastante conhecida no ramo de equipamentos de áudio, principalmente por por produzir equipamentos de qualidade um pouco inferior à concorrência, mas com ótimo preço. Era algo revolucionário: um controlador de dois decks com mixer e placa de som embutidos, uma solução completa que deixou fãs do Traktor e de outros programas de DJ babando. O preço era uma pechincha, apenas 150 dólares, algo muito barato pra quem está acostumado com o caro universo dos controladores midi – as mais simples placas de áudio USB profissionais não saem por menos que 150 dólares hoje em dia , em pleno 2007. O BCD2000 demorou por mais de um ano, mas finalmente saiu. E foi revolucionário. Muito se especulou a respeito dele. A Behringer apresentou o BCD2000 na NAMM'05, e pareceu bem interessante. Era só aguardar até maio de 2005. Depois de mais de um ano de atraso, tendo épocas em que o site do produto já tinha mudado a data de lançamento pra clássica sigla TBA (To Be Announced, “A ser anunciado”), eis que em março de 2006 o danado finalmente começou a aparecer nas mãos dos usuários. ...

2007-05-25 · 10 min · 1953 words · Submusica

Midi, a revolução sem volta - Parte 2

Depois do sucesso da primeira parte, chegou a hora de dar continuidade àsérie: vamos ver mais controladores midi, mas desta vez produzidos por fabricantes menos conhecidos, e nem por isso piores. Feena, Faderfox, Mawzer e Cortex apresentam novidades compatíveis com o Traktor DJ Studio, Deckadance e outros programas. Sim, o mundo não vive só de BCD2000! Todo mundo que é DJ, seja um iniciante ou um profissional com anos de estrada, acaba entrando em contato com as marcas mais populares do mercado: Pioneer, Stanton, Numark, Behringer, Gemini, Allen & Heath, Vestax, Shure. Como vimos na primeira parte da série “Midi, a revolução sem volta”, grande parte destes fabricantes já se movimentou e está apresentando soluções na área de controladores midi – e provavelmente, quem ainda não entrou nesta área, já está se preparando. ODJ General Midi (Inglaterra) é um dos que já excursiona mundo afora usando apenas… midi, claro! Mas o grande barato do mundo da tecnologia e do software é que a coisa ficou mais fácil pra quem tem uma boa idéia e deseja oferecer uma solução diferente. Fabricar um aparelho de CDJ ou um toca-discos requer uma fábrica inteira, muitos engenheiros e um projeto de anos. Por isto que a evolução da aparelhagem voltada para DJs ficou estagnada durante tanto tempo, ao ponto de muitos condenarem os CDJs até hoje. Fibra, da Sérvia, éfamoso pelos controladores que faz em casa. Acima, um controlador para Traktor feito a partir de um antigo Commodore 64 Porém, existem diversos fabricantes menores que já vêm investindo em projetos bastante interessantes, e hoje vamos conhecer alguns deles. Mesmo em casos onde o acabamento e a beleza não são tão legais quanto poderiam ser, a paixão destes projetos mostram idéias muito legais e que com certeza vão ser absorvidas. Muitos usuários lá fora já se arriscaram a comprar estes controladores, e estão satisfeitos, não só pela qualidade e funcionalidade, mas pela experiência mais pessoal que uma empresa menor pode oferecer – quer coisa melhor que o próprio cara que desenvolveu o seu controlador responder pessoalmente suas dúvidas em um fórum? Então, vamos a mais um desfile de controladores midi: ...

2007-05-20 · 7 min · 1427 words · Submusica

Deckadance, o rival do Traktor

Final Scratch, Serato, Torq, Virtual Vinil. Se por um lado pipocam sistemas de mp3 baseados em simulação com vinil, do lado dos softwares, o Traktor DJ Studio da Native Instruments vem reinando sozinho. Até agora: chegou o Deckadance. Antes do Final Scratch, existiam diversas opções de programas para mixar mp3: desde o pioneiro Virtual TurnTables (o finado VTT), até o Traktor DJ Studio, passando por clássicos como o PCDJ, BPM Studio, Virtual DJ e o MixVibes, entre muitos outros. E tudo começou com o lendário Virtual TurnTables, projeto abandonado desde 1999 Depois que a tecnologia de simulação com vinil do Final Scratch foi desvendada e popularizada, surgiram várias soluções de peso, como o popular Serato Scratch Live, Ms. Pinky, e mesmo uma segunda versão do Final Scratch, e até mesmo os recentes Torq (da M-Audio) e Traktor Scratch, agora 100% produzido pela Native Instruments. A partir daí, o mercado de softwares para DJing se voltou completamente para a emulação com vinil: PCDJ, MixVibes, Virtual DJ, BPM Studio, todos passaram a perseguir as soluções baseadas em vinil. Mesmo iniciativas menores, como o acessível DJ Decks, só alcançaram popularidade quando passaram a oferecer suporte aos vinis especiais de simulação, também conhecidos como vinis de timecode. Com isto, o programa Traktor DJ Studio, hoje em sua versão 3, alcançou popularidade imensa e conquistou o mercado – parece que 9 de cada 10 controladores midi estão vindo com o Traktor 3 LE como software padrão. Até que a empresa Image Line, produtora do famoso programa de produção musical Fruity Loops, resolveu se meter neste mercado. E agora apresenta sua solução: o software Deckadance. Deckadance exibindo parte de suas duas skins principais (clique para ampliar) Sim, mais um programa de DJing. Porém, este tem uma grande diferença: é um programa de DJing, ou seja, não se prende a uma solução de vinil ou controlador midi exclusivo. Ao contrário: o produto promete compatibilidade total com uma série de controladores midi, como o Behringer BCD2000 e 3000, Vestax VCI-100, Allen & Heath Xone 3D, M-Audio X-Session, Hercules DJ Console e EKS XP10 (leia mais sobre controladores aqui). E também com diversas soluções de vinil, como o Final Scratch, Serato, MixVibes, Ms. Pinky. Torq e Virtual DJ. Ótimo começo! O programa possui outro diferencial enorme: ele roda efeitos VST, o que permite expandir ao máximo a gama de efeitos que ele pode produzir. E ele mesmo pode rodar como um instrumento VST! Ou seja, você pode rodá-lo a partir do Ableton Live ou do Cubase, permitindo que o mesmo seja usado como um instrumento dentro de sua faixa ou na sua apresentação ao vivo. Veja por exemplo este vídeo de um usuário brincando com a função de loop usando efeitos VST: O segredo? Ser um programa de discotecagem desenvolvido por uma empresa que está há anos no mercado de softwares de produção musical em estúdios. E olha que o Fruity Loops é duramente criticado por especialistas. Imagine se fosse algo feito pela Steinberg ou pela Propellerheads. O site do Deckadance possui uma demo para você baixar e experimentar. Vale lembrar que esta é a primeira versão, e portanto, deve ter seus bugs e defeitos (muita gente está tendo dificuldades em confiigurá-lo com o Behringer BCD2000). Porém vale a pena torcermos muito por ele. Afinal, é uma opção que te dá liberdade para você trabalhar da forma como quiser, com a aparelhagem que você já possui. A liberdade é tanta, que um doido resolveu usar o revolucionário controle do videogame Nintendo Wii para controlar o Deckadance: Sem dúvidas, depois do mico que foi o desfecho da Stanton com seu Final Scratch Open (que em breve abordo por aqui), o caminho é a plataforma aberta. E quem diria que os programas que são dedicados somente a tocar voltariam a ser tendência. ...

2007-05-14 · 3 min · 636 words · Submusica