Serato parte para os controladores com o Serato ITCH, mas sem midi

Mais um fabricante se aventura no mundo dos controladores, e dessa vez é a Serato, co-responsável pelo “unânime” Serato Scratch Live (a outra ponta é a Rane, tradicional fabricante de equipamentos de áudio que faz o hardware do SSL). Depois de 3 anos fazendo constantes mas pequenas atualizações no Serato, mas sem atualizar o danado (que ainda é uma caríssima caixa preta USB 1.1), o Serato ITCH é uma plataforma de software feita para ser integrada a controladores com comunicação direta no hardware, sem usar o protocolo midi. Isso mesmo. Diz o press release que a idéia é ter um protocolo de comunicação eficiente, já todo mapeado de fábrica, em que você tira da caixa, espeta numa porta USB e sai usando, e com performance superior aos controladores midi. Diz ainda que quando os fabricantes de hardware (Vestax e Numark) perguntaram “quanto espaço de dados na conexão USB vocês precisam?”, a resposta foi “o máximo que vocês puderem deixar pra gente”, algo que os surpreendeu pois os outros fabricantes de software (leia-se Native Instruments) solicitaram muito pouco. Vamos ver o que vai acontecer. De cara, eu fico cético pois: - Não usar o padrão MIDI? Isso é loucura. Mais uma vez eles pensam em hardware proprietário. Você gasta sua grana com um controlador que só vai rodar no programa deles, como era o Serato SSL no começo (até que, sob pressão, eles finalmente liberaram o mesmo pra funcionar como placa de som). - Vestax e Numark como parceiros iniciais. Estranho, deveria ser a Rane, que é um dos grandes pontos fortes do SSL, pelo excelente fabricante de hardware que é. Vestax está se mostrando uma empresa muito incompetente pra lidar com hardware digital, e a Numark tem feito tantos produtos novos que dá até vontade de rir, pela falta de foco. - Mais uma vez, a Serato parte pra fazer uma solução estanque, que não anda com as próprias pernas. Como aconteceu na parceira da Stanton e da Native Instruments no FS2, comprar soluções que dependam de terceiros pra funcionar é algo muito complicado. Basta uma briga e pronto, você fica na mão. A indústria já mostrou que soluções mais amarradas só trazem benefícios pro usuário, pois o suporte e as decisões importantes vêm de um lugar só. É assim no mundo Apple, no mundo dos games, de muitos celulares e palms. Me dou a liberdade de especular: eu acho que a Rane está pulando fora do barco. Indícios não faltam. A Serato é fabricante apenas de software, aliás, um excelente fabricante (exceto na parte das interfaces, porque meu deus, será que na Nova Zelândia não existem designers? Duvido). Pra ela, o negócio é fazer programas, e a prova está aí. Depois de ver a Native dominar o mercado dos controladores midi ano passado com o Traktor 3 LE e o selo Built For Traktor, onde fechou parcerias com Behringer, Numark, Vestax, Allen & Heath, Hercules e tantos outros, era mais que natural que a Serato partisse pra uma solução assim. Já a Rane ganha grana é montando a caixa preta do SSL. E é engraçado que um sistema de simulação de vinil que venda tão bem e já tenha conquistado tantos adeptos não tenha sofrido um upgrade sequer. É muito dificil você se manter 3 anos atualizando software, drivers e mantendo uma mesma linha de montagem sem arrancar um centavo dos seus clientes. Não tem plano de negócios que feche assim. A Rane deveria estar doida pra soltar uma versão nova da caixa preta do Serato SSL, mas isso não aconteceu até hoje. E motivos não faltam: o protocolo USB foi atualizado pra 2.0 (se a Serato diz que precisa tanto de largura de banda assim, porque não atualizar o bicho?), a caixa continua grande, existem esquemas de cabos hoje muito mais práticos como no Conectiv e no Traktor Scratch, e mais entradas e saídas seriam algo muito legal também. Mas nada disso aconteceu. Só o TTL-56M (bela sigla, PQP), que pelo preço deve ter vendido uma dúzia no máximo, hehe. Agora, veio essa. E sem MIDI. Eles vão agora alimentar o mito da performance, fechando a plataforma. Burrice danada, é como se o protocolo MIDI não tivesse sido inventando pra tocar instrumentos ao vivo, ou seja, ele entrega velocidades animais, e eu nunca vi um controlador que sofresse de latência – normalmente esse problema está no computador ou na placa de som. Bom, em todo o caso, a novidade é sempre bem vinda. E assim o mercado se aquece, só temos a ganhar! ...

2008-01-18 · 4 min · 755 words · Submusica

SC System: Stanton levanta do túmulo e revoluciona o mercado de DJs

Neste fim de semana começa a NAMM 2008, o grande evento onde os fabricantes de equipamentos de áudio revelam suas novidades para o ano. E é justamente agora que eu volto das minhas férias e começo a trazer as novidades. A primeira fica por conta da Stanton, que revela o tal produto que fez ela abandonar o Final Scratch 2: o Stanton SC System. Se você é DJ profissional ou amador, e independente do que você usa, vinil, CDs, mp3, vale muito a pena conferir este lançamento, pois estamos falando de algo que vai ser um grande passo na forma como se toca, diferente de tudo que já saiu até hoje. Que entender o motivo? Ano passado, quando a Stanton detonou de vez o Final Scratch 2, ela o fez porque supostamente iria lançar um produto revolucionário. 2007 passou e ela ficou morta em seu canto, sem lançar absolutamente nada. Pra mim, a Stanton já era passado. A NAMM 2008 começa amanhã. Ano passado foi o ano dos controladores midi, com soluções vindas de todos os lados, como já vimos aqui no Submusica. Mas o fato é, todas as soluções vieram de novos e pequenos fabricantes, ou então do pessoal que fabrica instrumentos para produção de áudio, como a M-Audio. As únicas exceções foram a Vestax e a Numark. A Stanton resolveu esperar todos arrebentarem a cara e entrou de sola com um equipamento, que, nas palavras dela, “ao contrário dos outros controladores pra DJ, ela oferece qualidade de construção profissional, sem comprometimentos. Cada knob, fader, led e tela de lcd utilizam componentes de qualidade, e mesmo a carcaça é desenhada para suportar anos de uso exigente na vida real, tanto em estúdio como ao vivo”. “Enter The System” lembra o “Enter The Matrix” O site oficial do SC System responde no endereço www.enterthesystem.com, que me faz lembrar o velho e bom “Enter The Matrix”. Ao mesmo tempo que quer dizer “apresentando a Matrix”, também quer dizer “entre na Matrix”. E o caso aqui é: este é O sistema. Stanton: entre no sistema. Note que usaram um laptop Acer, o mais popular entre os DJs no momento O sistema consiste em dois módulos, 100% midi. O primeiro chama-se SCS.1M, e substitui o mixer, e o segundo é um deck virtual com um prato de vinil motorizado (giratório), que pode ser usado para controlar mais de 1 deck, o SCS.1D. SCS.1M, o mixer midi O SCS-1M é um controlador em forma de mixer, com áudio firewire profissional – se for igual ao do ScratchAmp do Final Scratch 2, vai deixar toda a concorrência no chinelo. Além de oferecer inúmeros controles que você pode mapear livremente ao gosto do freguês, ele também tem entradas e saídas para as necessidades do seu estúdio. O módulo principal do sistema, o controlador em forma de mixer, SCS.1M Possui controles totalmente flexíveis e adequados para trabalho com software. Por exemplo: os knobs são do tipos de voltas infinitas, ou seja, eles giram 360 graus. A posição deles é marcada por leds. Isso acaba com aquela pentelhação de ter que acertar a posição dos knobs com o que está na tela do software, comum em todos os controladores do mercado. • Primeiro mixer 100% dedicado a DJs digitais e mobile • 4 canais com knobs e leds de volume similares aos mixers analógicos • Encoders com knobs de 360 graus de mapeamento livre • Telas de LCD para a seção de encoders • Mapeamento fácil para a maioria dos programas de DJing e VJing • Seção de navegação para escolha de músicas e arquivos • Entradas de microfone, line in e phono, para uso nos mixes e conversão digital • Som firewire compatível com Mac e Windows • Pode ser usado sozinho ou em conjunto com o deck SCS.1D • Saídas TRS balanceadas para o PA, saída RCA estéreo para o retorno (booth) e plug de 1/4" para fones de ouvido • Entrada para controlador de pedais midi Controles midi: • 24 Potenciometros (MIDI CC) • 37 botões de iluminação temporária (MIDI Note On) • 4 knobs “virtuais” 360 graus com 18 LEDs cada (MIDI CC ou Incremental CC) • 4 faders de 45mm (MIDI CC) • 1 crossfader de 45mm (MIDI CC) • 1 codificador rotacional (MIDI CC ou Incremental CC) Painéis (displays) • 4 painéis LCD multi-coloridos e alfa-numéricos, com 8 caracteres de resolução e controle de contraste (controláveis via MIDI SysEX) • 6 medidores de led de 9 segmentos. Um para cada canal e um par para a saída master (L & R), tudo controlável por MIDI Dimensões • 2,71 kg • 10.75" x 3" x 16.75" (LAP) SCS.1D, o deck virtual com disco de vinil motorizado O SCS.1D é um deck virtual, que usa um chassis e formato parecido com os atuais CDJs da Stanton. A diferença é que ele é totalmente MIDI, mas possui um prato motorizado, que utiliza um disco de vinil de verdade para controle dos scratches, no tamanho 10 polegadas – algo que eu acho perfeito para a finalidade: nem muito grande, nem muito pequeno. O SCS.1D, diferente do seu irmão SCS.1M, não tem placa de som. Ele é apenas controlador midi, mas que oferece o esquema de controle mais preciso do mercado. Ele possui um pitch motorizado, que acompanha as modificações feitas via software, e que se ajusta automaticamente conforme o deck que você selecionou. Imagine que você está usando apenas um deck SCS.1D para controlar as músicas dos players A (cujo pitch está no +3%) e B (cujo pitch está em +1%). Ao usar um pedal para mudar qual player você está comandando, o slider do pitch vai automaticamente para a posição correta, do +3% para o +1% (se você mudou o controle do player A para o B). SCS.1D: simplesmente o melhor controlador midi já inventado até o momento. Vamos ver como fica na prática O deck é bastante completo e promissor. Pode ser o acessório ideal pra quem já possui um belo mixer e um par de decks em casa, e quer apenas colocar o laptop pra tocar junto, já que ele pode ser usado com qualquer programa que suporte midi (Traktor, Virtual DJ, Mixvibes, Deckadance, etc), e que pode ser usado com qualquer placa de som (com um pouco de latência se você usar o som onboard do seu computador, claro). Vamos às especificações: • Primeiro deck motorizado totalmente midi e compatível com qualquer programa de DJing ou VJing • Prato motorizado de alto torque de 10" e com superfície de vinil • Pitch motorizado de 100mm que se ajusta para se manter em sincronia com o software • Pads com sensibilidade de velocidade para disparo de samples e quick cues • Encoders com knobs de 360 graus de mapeamento livre • Telas de LCD para a seção de encoders • Seção de transporte da música com controles tradicionais (play, pause, etc) • Permite controlar mais de um deck ao mesmo Controles midi: • 4 knobs “virtuais” 360 graus com 18 LEDs cada (MIDI CC ou Incremental CC) • 1 fader motorizado de 100mm (MIDI CC) Botões e chaves • 4 pads de trigger com sensibilidade de velocidade (MIDI Note On) • 46 botões de iluminação temporária (MIDI Note On) Painéis (displays) • 4 painéis LCD multi-coloridos e alfa-numéricos, com 8 caracteres de resolução e controle de contraste (controláveis via MIDI SysEX) • 1 display de posição do cue, com o indicador do deck controlado atualmente (MIDI SysEX controllable) Dimensões • 6,29 kg • 16,75" x 3,25" x 14,5" (LAP) Prato motorizado: • Tipo de motor: 16 poles, 3 phases, sem escovas • Velocidades: 33 1/3 ou 45 rpm • Torque: >4.5 kgf/cm • Tempo de start: 0,2 seg • Tempo de break: 0,2 seg Flexiblidade na hora de montar o seu estúdio Essas são as primeiras peças do sistema SC da Stanton. Provavelmente vem mais por aí, mas o grande legal do projeto (que está há 4 anos no forno) é que você tem fexlibilidade total para comprar somente as peças que precisa e integrar totalmente ao setup do seu estúdio. Veja alguns exemplos: O SC System permite que qualquer DJ ingresse no mundo midi da maneira que achar melhor Realmente se enquadra em qualquer setup, conforme o gosto do freguês. E permite que o DJ faça uma transição suave pro mundo digital, sem ter que vender tudo de uma vez e comprar tudo de uma vez – isso é, se ele realmente quiser migrar 100% pro mundo digital. Conclusão: agora sim, temos um fabricante pegando no batente Até então, só nomes menores fizeram as coisas acontecerem até agora. A Stanton, fabricante do qual ainda guardo uma certa mágoa pelo que fizeram com o Final Scratch 2, mostra que pensou bem no que estava fazendo e entregou um pacote bastante promissor. Isso mostra uma análise que já tinha feito nos comentários da notícia sobre o CDJ-400, e mostra bem que a coisa vai caminhando para o que o Memê profetizou aqui no Submusica, na entrevista que ele nos deu ano passado: estamos ainda num perído de transição, onde os grandes fabricantes ainda vão entrar nesse mercado de MIDI, e muita coisa há de mudar. Se o SC System entregar o que está sendo prometido, ele é um forte concorrente a colocar de novo o nome da Stanton na história da mudança de como os DJs trabalham. Ela fez isso no passado com o Final Scratch, e tem tudo pra fazer com o SC System. Porém, este é um mercado competitivo, onde se você der mole, ser pioneiro não adianta muito – vide que hoje a referência em simuladores de vinil é o atrasado Serato Scratch Live, da Rane/Serato. Eu acredito na visão do Memê que, no final, vamos ter apenas uma “caixa”, onde você joga seus arquivos e faz tudo nela, sem conectar cabos, computadores, parafernálias, e etc. O iDJ2 foi um grande passo nesse sentido, e o SC System, apesar de depender de um laptop, permite que um DJ tenha um sistema mais integrado, e sem aquela pinta de “brinquedo” que os outros controladores têm até agora. Talvez o melhor desse sistema é que você pode ingressar aos poucos. Eu vou observar mais um pouco, mas acredito que, hoje, dia 17 de janeiro de 2008, eu montaria um setup em casa composto de 2 decks SCS.1D com um SCS.1M, e um laptop. Ou então apenas um SCS.1M e um par de Technics MK2 com o Conectiv ou o Traktor Scratch, caso eu ainda prefira usar os pouco vinis que ainda me restam – mas é pouco provável, pois é uma solução bem cara. Pra mim o mais legal é que, no meu caso, onde trabalho 100% com arquivos digitais, o SCS.1M matou mixers elaborados como o DJM700 e DJM-800. Ainda pretendo passar meu Xponent pra frente (depois de fazer um review mais completo) e pegar um iDJ2 da Numark. Depois, quem sabe não vou pro SC System da Stanton. Temos que esperar, pois o mercado está em constante mutação. O fato é, quem está preso ao vinil ou ao CDJ está com os dias contados, não adianta chorar. É como tentar pegar um emprego sem saber mexer em um computador e no MS Office… Para saber mais, visite o site: www.enterthesystem.com ...

2008-01-17 · 9 min · 1879 words · Submusica

Pioneer CDJ-400: com scratch, midi e USB, pra quê CDs?

E a Pioneer continua descendo a ladeira com lançamentos consecutivos. Depois do DJM-700 e do SVM-1000, chegou a vez do CDJ-400, que foi apresentado ao público semana passada, durante o evento BPM, na Inglaterra. Basicamente uma evolução dos CDJ-100 e CDJ-200, desta vez o CD player da série econômica trouxe duas inovações àsérie: uma porta USB e um jog wheel com função de scratch. Apesar da alcunha “CDJ” no nome, o CDJ-400 se posiciona como “deck digital”. Ele pode ser espetado na USB de um computador e ser usado como controlador midi para o programa Pioneer DJS e o Serato Scratch Live, entre outros. Continue lendo para saber mais, assistir a um vídeo do pessoal do site Skratchworx, ver fotos e uma rápida análise pra saber se a brincadeira vale à pena. E o CDJ mais econômico encostou no mais caro Pode parecer bobagem, mas adicionar capacidades de scratch em um CDJ econômico é um passo importante na indústria de equipamentos. Em 2001, quando do surgimento do CDJ-1000, o aparelho assombrava com a capacidade de fazer scratches usando os tradicionais CDs. Era e sempre foi a assinatura do aparelho. Tivemos o CDJ-800, mas este não vingou, por ser apenas uma versão econômica com uma diferença de preço muito baixa ao ponto de não justificar. Agora, ao ofecer scratch no modelo mais básico, a Pioneer vai forçar uma forte mudança no mercado de aparelhos de CD players para DJs. Graças aos simuladores de vinil e controladores midi e a mudança na forma de consumir música, o CD está agonizando, e é preciso oferecer mais recursos por um preço melhor para sobreviver. A tendência é que agora função de scratch seja obrigatória em qualquer aparelho, além de oferecer portas USB, que fazem do CDJ um mero controlador quando utilizada. A concorrência que se cuide. Como diria Jack, O Matador, “todo mundo aqui vai dançar”. Neste momento, contudo, várias perguntas ficam sem resposta. O que vai acontecer com o CDJ-200? Ainda existe uma demanda fortíssima pelo CDJ-100, que por mais simples que seja, dá conta de boa parte do mercado. Afinal, se o negócio é realmente tocar CDs, o resto é apenas adicionais. E aí que mora o perigo pra Pioneer. O CDJ-200 começa a ampliar sua base agora, com muitos descobrindo a maravilha que é tocar com um CD-R repleto de arquivos mp3, e acabando com o troca-troca de mídias, a coisa que mais irrita qualquer DJ – mesmo os mais ágeis, já habituados com a rotina de trocar de disco a cada música, quando se toca com vinil, usam de estratégias de organização de seus cases para não perderem mixes por não conseguir achar uma música específica. Mas será que o danado é bom mesmo pra scratch? Sem dúvida, o grande atrativo mesmo é a funcionalidade de scratch. O pessoal do Skratchworx (sempre eles) invadiu o stand da Pionner no evento BPM, e meteu a mão na massa pra ver se o deck é bom. Eles gravaram um vídeo rapidamente com as manobras mais tradicionais, e o resultado, você confere no vídeo ao lado, com comentários em inglês. A moral da história: ele é realmente bom pra fazer scratches? Sim. Ele é. Mas com a velha ressalva de sempre: se o seu negócio é scratch mesmo, de verdade, o CDJ-400 é apenas mais um excelente brinquedo. Com seu jog wheel muito pequeno, assim como em controladores midi e todas as outras tentativas, você pode fazer algumas manobras mais básicas, mas nada muito avançado. É difícil sair de um discão de vinil de 12 polegadas para meter a mão em um disquinho de plástico de poucas polegadas de largura, a agilidade não é a mesma, é preciso muita adaptação por parte do DJ. Porém, se suas intenções nunca foram de tornar um DJ Q-Bert, pode cair dentro do CDJ-400 no que depender das capacidades de scratch. É realmente bem legal se considerarmos que este aparelho é voltado para orçamentos mais modestos que não podem encarar o já lendário CDJ-1000. O veredito: vamos esperar pegar um em mãos pra ver, mas… Eu acredito que este modelo vai ser, assim como os simuladores de vinil, um aparelho ideal para a transição de quem não tem muita intimidade com tecnologia. O lance da porta USB parece apetitoso, mas só que é apenas um quebra galho pra tocar uma musiquinha ou outra. Se você quisesse fazer um set inteiro só com arquivos digitais, precisaria de dois pen-drives com as mesmas músicas em cada. Tem que ter muito cuidado e fazer as contas antes de mais nada. Hoje um CDJ-200 sai na casa dos 1.200 reais, eu chuto que este CDJ-400 vá ficar na casa dos 1.500. Some um mixer básico como o Behringer VMX-300, cerca de 500 reais, e dois dois pen drives de 8 GB, de 200 reais cada, e chegamos a 3.900 reais. E sim, você ainda vai precisar de uma placa de som, pois pelo que eu entendi, este aparelho é apenas controlador, sem disponibilizar áudio. Por esse preço você pode comprar um laptop de segunda mão com potência de sobra para rodar qualquer programa de DJing (basta ter 512 MB de RAM, 1GB sendo o ideal), e um M-Audio Xponent. Enfim, o negócio é esperar pra ver. Eu acho legal o que a Pioneer vem fazendo, adotando midi de maneira sutil com todos os seus aparelhos atuais. Como eu sempre digo aqui, ela já está metida com o software, o Pioneer DVS, então falta apenas debutar no mercado de controladores. Porém, parece que está faltando algum pulo do gato. Vamos aguardar 2008. ...

2007-11-25 · 5 min · 974 words · Submusica

Conheça a Mbox2 Micro: o Pro Tools cabendo no bolso

Depois do lançamento do Logic 8, da Apple, era de se esperar que o mercado fosse reagir. Mas confesso que eu nāo esperava uma reaçāo tāo rápida: a Digidesign acaba de dar mais um grande passo em liberar os usuários do Pro Tools da amarraçāo física de suas interfaces de áudio com o lançamento da Mbox2 Micro, que você confere na foto aí ao lado. Com formato de um simples pen drive, a Digidesign vai dar uma boa sacudida no mercado de produçāo com este lançamento. Entenda o motivo. O legado do Pro Tools: ancorado à estaçāo de trabalho Quem é das antigas vai lembrar que ter Pro Tools significava ter que comprar uma placa de som PCI enorme que ficava presa dentro do gabinete de um computador. Como naquela época laptops eram muito, muito caros, e deviam em termos de potência e expansibilidade quando comparados aos computadores desktop, era normal você ter um poderoso PC ou Mac capitaneando um estúdio. A coisa melhorou muito recentemente, com a linha Mbox se tornando um grande alívio pra turma que migrou para os laptops e Macbooks, afinal, rodar Pro Tools passou a ser muito mais fácil, pois bastava carregar uma caixinha a mais na mochila, e pronto. Você está livre pra poder ir até a casa daquele seu parceiro e trabalhar em conjunto com ele, sem grandes perdas de tempo. Mas agora a Digidesign deu o passo certo: colocou uma Mbox2 dentro de um pen drive, a grosso modo. Pra quem já tem uma Mbox2, pouco importa esse novo lançamento. Afinal, elas já estāo acostumadas com a rotina de trabalhar apenas em estúdio, e pra quem vem pilotando Pro Tools desde a década passada, carregar uma Mbox2 nāo é inconveniente algum. ...

2007-10-28 · 4 min · 793 words · Submusica

Kaoss Pad 3, da Korg, ganha um review pelo site Skratchworx

Objeto de desejo de muitos DJs que não se limitam à apenas tocar músicas, o Kaoss Pad 3, da Korg, é a evolução máxima em termos de processamento de efeitos. Capaz de transformar uma música de ponta a cabeça quando operado pelas mãos certas, o aparelho ganhou um review pelo site Skratchworx -- um pouco atrasado, mas antes tarde do que nunca. O que o maior site especializado em turntablism achou? Simples: tirando uma pequena dificuldade que o KP3 tem com a detecção automática de BPM (coisa que ainda estou pra ver funcionar com precisão quando se trata de batidas quebradas), o aparelho é maravilhoso. Uma sólida construção e um ótimo layout dos controles, aliado a 128 presets de efeitos que podem ser controlados em modo direto (com um knob para controlar o quanto de efeito é adicionado) e compatiblidade com cartões de memória SD de até 2GB, que podem carregar loops e samples editáveis através do software que o acompanha. O Kaoss Pad 3 ainda pode ser usado como controlador midi, fazendo a festa de quem quer ter uma interface sensível ao toque para manipular sons com a ponta dos dedos. Clareza de som e dos efeitos foi outro destaque do review. Resumindo: vale os 400 dólares. Eu já estou namorando um faz bastante tempo. Quer ver a criança em ação? Dá um pulo no YouTube, tem vários vídeos do Kaoss Pad 3 por lá. Conheça mais detalhes do processador de efeitos no review da Skratchworx, e no site oficial da Korg. ...

2007-10-20 · 2 min · 253 words · Submusica

Pioneer apresenta seu mais novo mixer: o DJM-700

E eis que finalmente a Pionner completa sua linha de mixers. Depois do lançamento do excelente mas caríssimo DJM-800, e do limitado e “econômico” DJM-400, chegou a vez de substituir o desvalorizado modelo 500. O Pioneer DJM-700 é um mixer muito interessante, mas parece estar mais pra lá do que pra cá. Grandes fabricantes costumam ter poucas variações dos seus produtos. Normalmente, você tem uma opção mais econômica, para quem precisa de um custo mais acessível ou de algo mais simplório, e uma opção top de linha, com todos os recursos e o melhor que o fabricante consegue entregar. É assim com a Pioneer: ela sempre ofereceu o DJM-300 e o DJM-600, seus dois principais e mais populares mixers. Mas como a diferença de preço entre eles sempre foi gritante, ela oferecia também o DJM-500, uma versão limitada do DJM-600. Neste caso, as limitações principais eram simples: falta de controles nos efeitos, crossfader sem ajuste de curva, e algumas saídas e entradas a menos. Nada que machucasse, na teoria – mas na prática, machucou bem, causando uma desvalorização bem maior do que os outros modelos. De 2005 pra cá, a Pioneer vem atualizando toda a sua linha de produtos para DJs, e já tinha lançado o modelo mais econômico (DJM-400) e o mais parrudo (DJM-800). Faltava uma opção intermediária, e agora ela chegou: o DJM-700 está vindo aí. ...

2007-09-04 · 4 min · 757 words · Submusica

Os melhores fones para DJs - Parte 1

Sem dúvidas, o melhor amigo do DJ é o seu fone de ouvido. Independente do que ele use pra tocar, seja de vinil, CDs, mp3, um bom fone de ouvido é vital para qualquer performance. Nesta série vamos conhecer alguns dos melhores fones de ouvido para DJs – e que também podem servir para quem apenas se liga em equipamentos de qualidade. Todo DJ, seja ele um total iniciante ou a maior lenda dos decks, precisa de um bom fone de ouvido. Afinal, para mixar músicas é necessário escutar a próxima música (a chamada pré-escuta), para acertar a mixagem com a atual, antes de botar todo mundo pra escutá-la. Mas então qualquer fone de ouvido presta? Negativo. Quando estão tocando, DJs têm necessidades específicas, bem diferentes das que uma pessoa tem quando está escutando seu iPod ou está em casa curtindo aquele som de alta qualidade de uma orquestra sinfônica. Até fones para celulares se inspiram no design de fones para DJs Por isso, existem fones de ouvido próprios para DJs, que apesar de parecerem comuns, têm características que atendem às necessidades de quem está discotecando. ...

2007-06-14 · 8 min · 1560 words · Submusica