Atenção chegou chatuba, ops, Ableton Live 7!

E hoje é o grande dia para usuários do Ableton Live do mundo todo: saiu a versão 7, que promete ser uma das maiores evoluções do produto rumo àsua maturidade. Resumidamente, a lista de novidades é seguinte: - A engine de áudio foi refeita do zero, produzindo sons e efeitos com qualidade muito superior, com especial destaque para o compressor; - O Live agora aceita instrumentos físicos que podem operar como se fossem plugins. Agora você já pode usar aquele seu rack de efeitos e equalização junto com o software; - Função “nudge”, também conhecida como pitch bend, pra alegria de quem se apresenta ao vivo. Isso mesmo, você pode mapear o jog wheels do seu controlador midi favorito; - Um novo rack de bateria que consolida várias etapas de trabalho, desde fatiar as batidas até associá-las a pads no seu controlador, criando cadeias complexas de samples, sintetizadores e efeitos pra cada um dos pads. - Agora são duas versões do Ableton: o tradicional Ableton Live, e o Ableton Suite, que vem com algumas centas de instrumentos e efeitos, a exemplo do Logic Studio 8, da Apple. Claro, tem muito mais novidades. Mas a real é essa: a versão 7 do Ableton Live tem uma sonoridade muito melhor, consegue agora atender DJs do jeito que eles precisavam, e introduz um novo esquema de edição de bateria que vai atrair fãs do Recycle no Reason, e tantos outros. Acesse agora o site da Ableton e baixe a versão demo. [Via Create Digital Music] ...

2007-11-30 · 2 min · 252 words · Submusica

Midi, a revolução sem volta - Parte 2

Depois do sucesso da primeira parte, chegou a hora de dar continuidade àsérie: vamos ver mais controladores midi, mas desta vez produzidos por fabricantes menos conhecidos, e nem por isso piores. Feena, Faderfox, Mawzer e Cortex apresentam novidades compatíveis com o Traktor DJ Studio, Deckadance e outros programas. Sim, o mundo não vive só de BCD2000! Todo mundo que é DJ, seja um iniciante ou um profissional com anos de estrada, acaba entrando em contato com as marcas mais populares do mercado: Pioneer, Stanton, Numark, Behringer, Gemini, Allen & Heath, Vestax, Shure. Como vimos na primeira parte da série “Midi, a revolução sem volta”, grande parte destes fabricantes já se movimentou e está apresentando soluções na área de controladores midi – e provavelmente, quem ainda não entrou nesta área, já está se preparando. ODJ General Midi (Inglaterra) é um dos que já excursiona mundo afora usando apenas… midi, claro! Mas o grande barato do mundo da tecnologia e do software é que a coisa ficou mais fácil pra quem tem uma boa idéia e deseja oferecer uma solução diferente. Fabricar um aparelho de CDJ ou um toca-discos requer uma fábrica inteira, muitos engenheiros e um projeto de anos. Por isto que a evolução da aparelhagem voltada para DJs ficou estagnada durante tanto tempo, ao ponto de muitos condenarem os CDJs até hoje. Fibra, da Sérvia, éfamoso pelos controladores que faz em casa. Acima, um controlador para Traktor feito a partir de um antigo Commodore 64 Porém, existem diversos fabricantes menores que já vêm investindo em projetos bastante interessantes, e hoje vamos conhecer alguns deles. Mesmo em casos onde o acabamento e a beleza não são tão legais quanto poderiam ser, a paixão destes projetos mostram idéias muito legais e que com certeza vão ser absorvidas. Muitos usuários lá fora já se arriscaram a comprar estes controladores, e estão satisfeitos, não só pela qualidade e funcionalidade, mas pela experiência mais pessoal que uma empresa menor pode oferecer – quer coisa melhor que o próprio cara que desenvolveu o seu controlador responder pessoalmente suas dúvidas em um fórum? Então, vamos a mais um desfile de controladores midi: ...

2007-05-20 · 7 min · 1427 words · Submusica

Deckadance, o rival do Traktor

Final Scratch, Serato, Torq, Virtual Vinil. Se por um lado pipocam sistemas de mp3 baseados em simulação com vinil, do lado dos softwares, o Traktor DJ Studio da Native Instruments vem reinando sozinho. Até agora: chegou o Deckadance. Antes do Final Scratch, existiam diversas opções de programas para mixar mp3: desde o pioneiro Virtual TurnTables (o finado VTT), até o Traktor DJ Studio, passando por clássicos como o PCDJ, BPM Studio, Virtual DJ e o MixVibes, entre muitos outros. E tudo começou com o lendário Virtual TurnTables, projeto abandonado desde 1999 Depois que a tecnologia de simulação com vinil do Final Scratch foi desvendada e popularizada, surgiram várias soluções de peso, como o popular Serato Scratch Live, Ms. Pinky, e mesmo uma segunda versão do Final Scratch, e até mesmo os recentes Torq (da M-Audio) e Traktor Scratch, agora 100% produzido pela Native Instruments. A partir daí, o mercado de softwares para DJing se voltou completamente para a emulação com vinil: PCDJ, MixVibes, Virtual DJ, BPM Studio, todos passaram a perseguir as soluções baseadas em vinil. Mesmo iniciativas menores, como o acessível DJ Decks, só alcançaram popularidade quando passaram a oferecer suporte aos vinis especiais de simulação, também conhecidos como vinis de timecode. Com isto, o programa Traktor DJ Studio, hoje em sua versão 3, alcançou popularidade imensa e conquistou o mercado – parece que 9 de cada 10 controladores midi estão vindo com o Traktor 3 LE como software padrão. Até que a empresa Image Line, produtora do famoso programa de produção musical Fruity Loops, resolveu se meter neste mercado. E agora apresenta sua solução: o software Deckadance. Deckadance exibindo parte de suas duas skins principais (clique para ampliar) Sim, mais um programa de DJing. Porém, este tem uma grande diferença: é um programa de DJing, ou seja, não se prende a uma solução de vinil ou controlador midi exclusivo. Ao contrário: o produto promete compatibilidade total com uma série de controladores midi, como o Behringer BCD2000 e 3000, Vestax VCI-100, Allen & Heath Xone 3D, M-Audio X-Session, Hercules DJ Console e EKS XP10 (leia mais sobre controladores aqui). E também com diversas soluções de vinil, como o Final Scratch, Serato, MixVibes, Ms. Pinky. Torq e Virtual DJ. Ótimo começo! O programa possui outro diferencial enorme: ele roda efeitos VST, o que permite expandir ao máximo a gama de efeitos que ele pode produzir. E ele mesmo pode rodar como um instrumento VST! Ou seja, você pode rodá-lo a partir do Ableton Live ou do Cubase, permitindo que o mesmo seja usado como um instrumento dentro de sua faixa ou na sua apresentação ao vivo. Veja por exemplo este vídeo de um usuário brincando com a função de loop usando efeitos VST: O segredo? Ser um programa de discotecagem desenvolvido por uma empresa que está há anos no mercado de softwares de produção musical em estúdios. E olha que o Fruity Loops é duramente criticado por especialistas. Imagine se fosse algo feito pela Steinberg ou pela Propellerheads. O site do Deckadance possui uma demo para você baixar e experimentar. Vale lembrar que esta é a primeira versão, e portanto, deve ter seus bugs e defeitos (muita gente está tendo dificuldades em confiigurá-lo com o Behringer BCD2000). Porém vale a pena torcermos muito por ele. Afinal, é uma opção que te dá liberdade para você trabalhar da forma como quiser, com a aparelhagem que você já possui. A liberdade é tanta, que um doido resolveu usar o revolucionário controle do videogame Nintendo Wii para controlar o Deckadance: Sem dúvidas, depois do mico que foi o desfecho da Stanton com seu Final Scratch Open (que em breve abordo por aqui), o caminho é a plataforma aberta. E quem diria que os programas que são dedicados somente a tocar voltariam a ser tendência. ...

2007-05-14 · 3 min · 636 words · Submusica