Xponent e Conectiv vão ganhar um banho de loja com o Torq 1.5

Inovação. Se tem uma palavra para definir o trabalho que a M-Audio e seu núcleo de produtos para DJs, o Synchro Science Labs, a palavra é esta. Inovação. Passada a NAMM 2008, o grande evento anual onde fabricantes de equipamentos de áudio mostram suas novidades, e onde vimos inúmeros equipamentos sendo apresentados, tudo o que o pessoal da M-Audio mostrou foi a nova versão do Torq 1.5. E aí você deve se perguntar: mas onde está então essa inovação sem lançar nenhum equipamento novo? Eu explico. Mas primeiro, vamos assistir aos vídeos que o pessoal do Skratchworx (sempre eles) gravou com a apresentação do novo Torq 1.5. E aí bater aquele rápido papo sobre as novas features e porquê o Submusica acha que muitas vezes não lançar um produto novo pode ser inovar. Nos vídeos gravados pelo pessoal do Skratchworx, o simpático Chad (um dos líderes da divisão Synchro Science, e o mesmo apresentador dos vídeos do site oficial do Torq) dá um passeio pelas principais novidades do Torq 1.5. O áudio está em inglês, mas vale a pena conferir mesmo assim, e já já comentamos sobre eles: Demonstração do Torq 1.5 e suas novas funcionalidades - Parte 1 Demonstração do Torq 1.5 e suas novas funcionalidades - Parte 2 Bom, pra quem não pegou as explicações, vamos a uma rápida passada sobre o que vem por aí: - Novo time stretch/master tempo : aquela clássica funcionalidade que temos nos CDJs e faz a alegria de muitos DJs, ao permitir que você altera a velocidade da música em alterar o tom (pitch), era um dos problemas do Torq atual. A nova versão vai vir com a tecnologia Élastique, a melhor que existe no mundo e que é usada no Ableton Live, Acid, Cubase, Traktor, Pro Tools e vários softwares profissionais de áudio. Finalmente vai ser possível acelerar a música aos extremos sem “esfarelar” o áudio. - Novo modo de BPM por seção : esta é uma das evoluções mais interessantes nos programas de DJing dos últimos anos. Normalmente, todos os programas detectam um valor de BPM (batidas por minuto) pra cada música. Isso funciona muito bem com grande parte das músicas, mas existem aquelas que mudam de velocidade em algumas partes – em rock isto é muito comum. O Torq vai permitir que você determine BPMs distintos ao longo de uma faixa, e assim seus efeitos e loops jogados por cima da música tocando caem completamente sincronizados e mantém o sincronismo à medida que a velocidade da música muda. - Barra de botõe s: uma nova toolbar permite que você ligue e desligue funcionalidades importantes que ficam escondidas nas opções, como o controle externo (usado com vinis e cds), amputate mode, snapshots e cia. - Anchor mode : apoiado pelas novidades acima, faz com que uma música fique presa em um determinado BPM. Vai ser a alegria dos DJs de rock, pois agora vai ser possível mixar músicas umas nas outras sem ter que se desesperar com a variação de velocidade de bateristas. O novo Torq 1.5, mantendo tudo no lugar e acrescentando novidades Respeito com o seu consumidor, algo que falta atualmente E isto é apenas o começo. O novo Torq 1.5 será um upgrade pago, no valor de 50 dólares. Muitos usuários ficaram chateados, mas infelizmente a realidade é que é impossível você continuar evoluindo um programa sem investir nele. Porém, ao contrário da concorrência, a M-Audio não está oferecendo novos equipamentos. Isto é simplesmente genial da parte deles, pois você vai apenas fazer um pequeno upgrade e ter várias funcionalidades novas, sem ter que quebrar mais um porquinho com suas economias. Vestax, Numark, Rane, Serato, Stanton, Hercules… são vários os fabricantes que se mantém completamente perdidos por não oferecem soluções completas, e o tempo todo se encontram empurrando upgrades pro usuário, seja na forma de hardware ou de software novo. Muitos vão dizer que o Serato Scratch Live (SSL), o simulador de vinil da Rane/Serato, oferece upgrades gratuitos. Mas isso é besteira: primeiro, tudo que foi feito até agora foram pequenas melhorias mais que obrigatórias como melhorar a qualidade do áudio, poder rodar o software sem o aparelho (algo que o Final Scratch 2 e o Traktor oferecem desde 2004), ou mesmo oferecer um modo “placa de som” (que não funciona direito, afinal o SSL ainda é um limitadíssimo aparelho USB 1.1). As melhores features do Serato, como a recente funcionalidade de tocar vídeos foram lançadas na forma de plugins, uma sacada de gênio para arrancar mais 200 (isso, duzentos) dólares de seus usuários. E ora, o SSL ainda mantém seu preço de 600 dólares, o mesmo de seu lançamento há quatro anos atrás. Compare com o preço do Conectiv, na casa dos 250… Alegria não só pros usuários do Xponent, mas do Conectiv também As novas funções parecem feitas só pra quem usa midi? Ledo engano, caro leitor. Olha só o que o DJ Revolution fez no booth da M-Audio com o novo Torq 1.5 usando o Conectiv e um controlador M-Audio Trigger Finger: DJ Revolution em uma demonstração do Conectiv: quem quer pagar o dobro por um Serato? E aqui vai um bônus pra quem ainda pensa que o Conectiv é pior que o Serato, desta vez nas mãos do DJ Masta Hanksta: Masta Hanksta @ NAMM 2008, apresentando o Conectiv e o Torq 1.5 - Parte 1 Masta Hanksta @ NAMM 2008, apresentando o Conectiv e o Torq 1.5 - Parte 1 Conclusões finais Se você ainda tem dúvidas sobre o que comprar, eu posso te dizer: hoje, em fevereiro de 2008, a melhor opção é sem dúvida a plataforma da M-Audio. Por um preço bem mais em conta e honesto, e com um pacote muito bem fechado e amarrado de software e hardware, não há sombra de dúvida que o Torq veio pra ficar. Para saber mais: Skratchworx Torq - Site oficial ...

2008-02-02 · 5 min · 979 words · Submusica

Serato e Vestax apresentam o VCI-300, o sucessor do VCI-100

Depois de anunciar o Serato ITCH, e de vermos a cria em conjunto com a Numark, o NS7, chegou a vez da Vestax apresentar o resultado da parceria com a Serato: o VCI-300. Claramente uma evolução do primogênito VCI-100, que você já conhece aqui do Submusica, o VCI-300 é uma solução mais completa que inclui placa de som com 4 entradas e 4 saídas, jog wheels mais leves e com ajuste de torque (a la CDJ-1000 MK3), e vem com o novo software da Serato. O controlador MIDI só vai estar disponível no meio do ano, e não há preço. Mas o site Skratchworx (sempre eles!) conseguiu fotografar o danado no stand da Vestax. E no site da Vestax Japão, você pode assistir alguns vídeos da peça. [Via Skratchworx] ...

2008-01-18 · 1 min · 129 words · Submusica

Hercules toma vergonha na cara com o DJ Console Rmx

Depois de muitos anos fabricando o fraco Hercules DJ Console e dúzias de outros brinquedos que nunca puderam ser levados a sério, a Hercules resolveu fazer o dever de casa e lançar um controlador um pouco mais profissional – ou seria menos amador? O Hercules DJ Console Rmx (sic) é uma alternativa bem mais interessante pra quem deseja brincar em casa ou em festinhas com os amigos. Não possui muitas funcionalidades, mas pelo menos agora possui um layout mais organizado e menos infantil. Vamos ver, mas pelo preço de 450 dólares, vai ter muito o que entregar frente à concorrência. Para saber mais e ver fotos em alta, visite o site da Hercules ...

2008-01-18 · 1 min · 113 words · Submusica

Saíram os controladores midi da Pioneer: MEP7000 e SEPC1

Chegou a hora que muitos esperavam pra ver. A Pioneer anunciou hoje dois controladores midi: um deles, o MEP7000, é no formato dual CDJ de rack, formato favorito de muitos que fazem festas e casamentos. Ele pode usar o módulo com os dois leitores de CD e DVD, ou opcionalmente operar somente com o laptop. A foto dele você vê aí em cima, e no Skratchworx tem várias fotos em alta resolução. Já o outro controlador é o SEPC1, que ainda não consegui fotos nem info alguma além do press release, no link abaixo. Se alguém souber de alguma noticia mais detalhada sobre eles, dá um toque nos comentários, que no final do dia eu tento dar uma avaliada no que vai rolar. Principalmente sobre o SEPC1. Link pro press release da Pioneer, repleto de infos mas sem nenhuma foto, em arquivo .doc (Word): http://www.pioneerprodj.com/images/newsevents/word/MEP7000_SEPC1.doc ...

2008-01-18 · 1 min · 145 words · Submusica

Vestax anuncia mais um controlador midi, o VCM-600

Mais uma novidade pra NAMM 2008 que acontece neste final de semana: o mixer midi VCM-600, que parece ser um peso-pesado pra competir com o excelente Korg Zero8, lançado ano passado. Não há muitas informações disponíveis ainda. Provavelmente foi só um teaser colocado pra fazer barulho antes do evento. Definitivamente esta NAMM está ainda mais explosiva e soterrando de vez não só o vinil como também os CDs, que com certeza morreram em 2007. Vamos ver o que vem por aí. Eu ando meio chateado com a Vestax, mas o aparelho parece muito bom tanto pra DJs como pra estúdios de produção. Mas definitivamente não é pra DJs mobile, uma tendência em todos os lançamentos até agora. Se bem que pra quem carregou cases de discos de vinil até hoje, nada disso chega perto. Interessante ver como uma marca tradicional como a Vestax caiu com tudo no mundo midi. Algo me diz que as vendas dos seus excelentes toca-discos não estavam indo bem das pernas… ...

2008-01-18 · 1 min · 165 words · Submusica

Numark NS7, o mais novo Serato. Pode chorar, meu filho.

Falamos agora há pouco do Serato ITCH, a coçadinha que deu no pessoal da Serato em ingressar no mundo dos controladores. Pois bem, eis aqui a primeira cria do namoro dela com a Numark (graaaaaande Numark), o NS7, mais um controlador midi a invadir o mercado. Peraí, MIDI? Ué, o pessoal da Serato não disse que ia usar um outro padrão? Pois é. Vai entender esses press-releases. O fato é que parece ser um belo controlador com dois pratos de vinis giratórios, no melhor estilo SC System, da Stanton. A diferença aqui é que é tudo uma peça só. Grande demais pra ser carregado, pequeno demais pra ser usado em estúdio. Com pratos de 7 polegadas, construção toda em metal, e placa de som de boa qualidade embutida, o dispositivo USB manda áudio muito mais rápido do que o padrão. O que isso quer dizer eu não sei, mas soa bonito. A parte do mixer possui 8 knobs, 8 controles giratórios e dois faders, além de um crossfader profissional (bocejo). Confira um desenho conceitual em alta, e visite o site Skratchworx para mais detalhes do chatíssimo press release. Na boa, se é pra esse caminho que o pessoal da Serato vai, melhor eles ficarem onde estão. Vamos ver como sai o da Vestax, que não anda mandando muito bem, na minha opinião. Fan boys do Serato, podem chorar, porque o único update que vocês vão ter por ora é esse. E sem essa de dizer que “não precisa” porque é o que vocês mais querem… ...

2008-01-18 · 2 min · 255 words · Submusica

Akai MPD32: Novo controlador de pads de bateria do tipo MPC

Ok, faz tempo que eu venho querendo adicionar um M-Audio Trigger Finger no meu setup, afinal batucar músicas nos triggers do Xponent é super divertido (aguarde o meu tão esperado review sobre ele, que um dia sai), como neste rápido clip de áudio que gravei outro dia. Porém meus amigos Lucio K e Joel JFX, donos do Akai MPD16, sempre me pilharam, pois se trata de um Akai – que realmente é uma ótima marca de equipamentos musicais, sem dúvida. Mas esse aparelho nao tinha os sliders e botões extras do Trigger Finger, então sempre fiquei na dúvida. Pronto, problema resolvido. A Akai atualizou o controlador midi para quem quer dar umas batucadas no computador, e saiu o MPD32, que coloca um pouco mais de tempero na brincadeira. Além dos tradicionais 16 pads sensíveis à velocidade e pressão, agora ele tem três bancos com 8 switches, sliders e knobs que podem ser revezados para um total de 72 (!!) controles. E aceita pedaleira midi (o último grito em equipamentos MIDI neste verão 2008, risos). E um display bem maior e fácil de ser lido. Por último, ele oferece sincronia midi com a função swing, pra dar aquela sambadinha nos presets de um jeito mais doidão e causar um belo caos de vez em quando, deixando o som mais espontâneo. Sem dúvida uma boa pedida pra 2008. O problema é o preço: 499 dólares. Caceta! [Fonte: Skratchworx] ...

2008-01-18 · 2 min · 236 words · Submusica

M-Audio anuncia Torq 1.5, upgrade de 50 dólares para Xponent e Conectiv

Disponível até março de 2008, a nova versão do software Torq, que acompanha o simulador de vinil Conectiv e o controlador midi Xponent, será um upgrade pago, ao preço de 50 dólares. Diversas funcionalidades novas, incluindo a função “warp” do Ableton Live estarão disponíveis no pacote. Alguns usuários estão revoltados no fórum oficial do Torq, mas o fato é: sem dinheiro na mesa, fica difícil evoluir o produto, afinal escrever software é algo que custa caro. Fico feliz pela opção, mas vamos ver se o que tem nesse novo pacote vale quanto ele pesa. Pra saber mais, visite o site oficial do Torq 1.5, e clique na imagem ao lado para ampliar e ver em alta resolução. ...

2008-01-18 · 1 min · 117 words · Submusica

Serato parte para os controladores com o Serato ITCH, mas sem midi

Mais um fabricante se aventura no mundo dos controladores, e dessa vez é a Serato, co-responsável pelo “unânime” Serato Scratch Live (a outra ponta é a Rane, tradicional fabricante de equipamentos de áudio que faz o hardware do SSL). Depois de 3 anos fazendo constantes mas pequenas atualizações no Serato, mas sem atualizar o danado (que ainda é uma caríssima caixa preta USB 1.1), o Serato ITCH é uma plataforma de software feita para ser integrada a controladores com comunicação direta no hardware, sem usar o protocolo midi. Isso mesmo. Diz o press release que a idéia é ter um protocolo de comunicação eficiente, já todo mapeado de fábrica, em que você tira da caixa, espeta numa porta USB e sai usando, e com performance superior aos controladores midi. Diz ainda que quando os fabricantes de hardware (Vestax e Numark) perguntaram “quanto espaço de dados na conexão USB vocês precisam?”, a resposta foi “o máximo que vocês puderem deixar pra gente”, algo que os surpreendeu pois os outros fabricantes de software (leia-se Native Instruments) solicitaram muito pouco. Vamos ver o que vai acontecer. De cara, eu fico cético pois: - Não usar o padrão MIDI? Isso é loucura. Mais uma vez eles pensam em hardware proprietário. Você gasta sua grana com um controlador que só vai rodar no programa deles, como era o Serato SSL no começo (até que, sob pressão, eles finalmente liberaram o mesmo pra funcionar como placa de som). - Vestax e Numark como parceiros iniciais. Estranho, deveria ser a Rane, que é um dos grandes pontos fortes do SSL, pelo excelente fabricante de hardware que é. Vestax está se mostrando uma empresa muito incompetente pra lidar com hardware digital, e a Numark tem feito tantos produtos novos que dá até vontade de rir, pela falta de foco. - Mais uma vez, a Serato parte pra fazer uma solução estanque, que não anda com as próprias pernas. Como aconteceu na parceira da Stanton e da Native Instruments no FS2, comprar soluções que dependam de terceiros pra funcionar é algo muito complicado. Basta uma briga e pronto, você fica na mão. A indústria já mostrou que soluções mais amarradas só trazem benefícios pro usuário, pois o suporte e as decisões importantes vêm de um lugar só. É assim no mundo Apple, no mundo dos games, de muitos celulares e palms. Me dou a liberdade de especular: eu acho que a Rane está pulando fora do barco. Indícios não faltam. A Serato é fabricante apenas de software, aliás, um excelente fabricante (exceto na parte das interfaces, porque meu deus, será que na Nova Zelândia não existem designers? Duvido). Pra ela, o negócio é fazer programas, e a prova está aí. Depois de ver a Native dominar o mercado dos controladores midi ano passado com o Traktor 3 LE e o selo Built For Traktor, onde fechou parcerias com Behringer, Numark, Vestax, Allen & Heath, Hercules e tantos outros, era mais que natural que a Serato partisse pra uma solução assim. Já a Rane ganha grana é montando a caixa preta do SSL. E é engraçado que um sistema de simulação de vinil que venda tão bem e já tenha conquistado tantos adeptos não tenha sofrido um upgrade sequer. É muito dificil você se manter 3 anos atualizando software, drivers e mantendo uma mesma linha de montagem sem arrancar um centavo dos seus clientes. Não tem plano de negócios que feche assim. A Rane deveria estar doida pra soltar uma versão nova da caixa preta do Serato SSL, mas isso não aconteceu até hoje. E motivos não faltam: o protocolo USB foi atualizado pra 2.0 (se a Serato diz que precisa tanto de largura de banda assim, porque não atualizar o bicho?), a caixa continua grande, existem esquemas de cabos hoje muito mais práticos como no Conectiv e no Traktor Scratch, e mais entradas e saídas seriam algo muito legal também. Mas nada disso aconteceu. Só o TTL-56M (bela sigla, PQP), que pelo preço deve ter vendido uma dúzia no máximo, hehe. Agora, veio essa. E sem MIDI. Eles vão agora alimentar o mito da performance, fechando a plataforma. Burrice danada, é como se o protocolo MIDI não tivesse sido inventando pra tocar instrumentos ao vivo, ou seja, ele entrega velocidades animais, e eu nunca vi um controlador que sofresse de latência – normalmente esse problema está no computador ou na placa de som. Bom, em todo o caso, a novidade é sempre bem vinda. E assim o mercado se aquece, só temos a ganhar! ...

2008-01-18 · 4 min · 755 words · Submusica

SC System: Stanton levanta do túmulo e revoluciona o mercado de DJs

Neste fim de semana começa a NAMM 2008, o grande evento onde os fabricantes de equipamentos de áudio revelam suas novidades para o ano. E é justamente agora que eu volto das minhas férias e começo a trazer as novidades. A primeira fica por conta da Stanton, que revela o tal produto que fez ela abandonar o Final Scratch 2: o Stanton SC System. Se você é DJ profissional ou amador, e independente do que você usa, vinil, CDs, mp3, vale muito a pena conferir este lançamento, pois estamos falando de algo que vai ser um grande passo na forma como se toca, diferente de tudo que já saiu até hoje. Que entender o motivo? Ano passado, quando a Stanton detonou de vez o Final Scratch 2, ela o fez porque supostamente iria lançar um produto revolucionário. 2007 passou e ela ficou morta em seu canto, sem lançar absolutamente nada. Pra mim, a Stanton já era passado. A NAMM 2008 começa amanhã. Ano passado foi o ano dos controladores midi, com soluções vindas de todos os lados, como já vimos aqui no Submusica. Mas o fato é, todas as soluções vieram de novos e pequenos fabricantes, ou então do pessoal que fabrica instrumentos para produção de áudio, como a M-Audio. As únicas exceções foram a Vestax e a Numark. A Stanton resolveu esperar todos arrebentarem a cara e entrou de sola com um equipamento, que, nas palavras dela, “ao contrário dos outros controladores pra DJ, ela oferece qualidade de construção profissional, sem comprometimentos. Cada knob, fader, led e tela de lcd utilizam componentes de qualidade, e mesmo a carcaça é desenhada para suportar anos de uso exigente na vida real, tanto em estúdio como ao vivo”. “Enter The System” lembra o “Enter The Matrix” O site oficial do SC System responde no endereço www.enterthesystem.com, que me faz lembrar o velho e bom “Enter The Matrix”. Ao mesmo tempo que quer dizer “apresentando a Matrix”, também quer dizer “entre na Matrix”. E o caso aqui é: este é O sistema. Stanton: entre no sistema. Note que usaram um laptop Acer, o mais popular entre os DJs no momento O sistema consiste em dois módulos, 100% midi. O primeiro chama-se SCS.1M, e substitui o mixer, e o segundo é um deck virtual com um prato de vinil motorizado (giratório), que pode ser usado para controlar mais de 1 deck, o SCS.1D. SCS.1M, o mixer midi O SCS-1M é um controlador em forma de mixer, com áudio firewire profissional – se for igual ao do ScratchAmp do Final Scratch 2, vai deixar toda a concorrência no chinelo. Além de oferecer inúmeros controles que você pode mapear livremente ao gosto do freguês, ele também tem entradas e saídas para as necessidades do seu estúdio. O módulo principal do sistema, o controlador em forma de mixer, SCS.1M Possui controles totalmente flexíveis e adequados para trabalho com software. Por exemplo: os knobs são do tipos de voltas infinitas, ou seja, eles giram 360 graus. A posição deles é marcada por leds. Isso acaba com aquela pentelhação de ter que acertar a posição dos knobs com o que está na tela do software, comum em todos os controladores do mercado. • Primeiro mixer 100% dedicado a DJs digitais e mobile • 4 canais com knobs e leds de volume similares aos mixers analógicos • Encoders com knobs de 360 graus de mapeamento livre • Telas de LCD para a seção de encoders • Mapeamento fácil para a maioria dos programas de DJing e VJing • Seção de navegação para escolha de músicas e arquivos • Entradas de microfone, line in e phono, para uso nos mixes e conversão digital • Som firewire compatível com Mac e Windows • Pode ser usado sozinho ou em conjunto com o deck SCS.1D • Saídas TRS balanceadas para o PA, saída RCA estéreo para o retorno (booth) e plug de 1/4" para fones de ouvido • Entrada para controlador de pedais midi Controles midi: • 24 Potenciometros (MIDI CC) • 37 botões de iluminação temporária (MIDI Note On) • 4 knobs “virtuais” 360 graus com 18 LEDs cada (MIDI CC ou Incremental CC) • 4 faders de 45mm (MIDI CC) • 1 crossfader de 45mm (MIDI CC) • 1 codificador rotacional (MIDI CC ou Incremental CC) Painéis (displays) • 4 painéis LCD multi-coloridos e alfa-numéricos, com 8 caracteres de resolução e controle de contraste (controláveis via MIDI SysEX) • 6 medidores de led de 9 segmentos. Um para cada canal e um par para a saída master (L & R), tudo controlável por MIDI Dimensões • 2,71 kg • 10.75" x 3" x 16.75" (LAP) SCS.1D, o deck virtual com disco de vinil motorizado O SCS.1D é um deck virtual, que usa um chassis e formato parecido com os atuais CDJs da Stanton. A diferença é que ele é totalmente MIDI, mas possui um prato motorizado, que utiliza um disco de vinil de verdade para controle dos scratches, no tamanho 10 polegadas – algo que eu acho perfeito para a finalidade: nem muito grande, nem muito pequeno. O SCS.1D, diferente do seu irmão SCS.1M, não tem placa de som. Ele é apenas controlador midi, mas que oferece o esquema de controle mais preciso do mercado. Ele possui um pitch motorizado, que acompanha as modificações feitas via software, e que se ajusta automaticamente conforme o deck que você selecionou. Imagine que você está usando apenas um deck SCS.1D para controlar as músicas dos players A (cujo pitch está no +3%) e B (cujo pitch está em +1%). Ao usar um pedal para mudar qual player você está comandando, o slider do pitch vai automaticamente para a posição correta, do +3% para o +1% (se você mudou o controle do player A para o B). SCS.1D: simplesmente o melhor controlador midi já inventado até o momento. Vamos ver como fica na prática O deck é bastante completo e promissor. Pode ser o acessório ideal pra quem já possui um belo mixer e um par de decks em casa, e quer apenas colocar o laptop pra tocar junto, já que ele pode ser usado com qualquer programa que suporte midi (Traktor, Virtual DJ, Mixvibes, Deckadance, etc), e que pode ser usado com qualquer placa de som (com um pouco de latência se você usar o som onboard do seu computador, claro). Vamos às especificações: • Primeiro deck motorizado totalmente midi e compatível com qualquer programa de DJing ou VJing • Prato motorizado de alto torque de 10" e com superfície de vinil • Pitch motorizado de 100mm que se ajusta para se manter em sincronia com o software • Pads com sensibilidade de velocidade para disparo de samples e quick cues • Encoders com knobs de 360 graus de mapeamento livre • Telas de LCD para a seção de encoders • Seção de transporte da música com controles tradicionais (play, pause, etc) • Permite controlar mais de um deck ao mesmo Controles midi: • 4 knobs “virtuais” 360 graus com 18 LEDs cada (MIDI CC ou Incremental CC) • 1 fader motorizado de 100mm (MIDI CC) Botões e chaves • 4 pads de trigger com sensibilidade de velocidade (MIDI Note On) • 46 botões de iluminação temporária (MIDI Note On) Painéis (displays) • 4 painéis LCD multi-coloridos e alfa-numéricos, com 8 caracteres de resolução e controle de contraste (controláveis via MIDI SysEX) • 1 display de posição do cue, com o indicador do deck controlado atualmente (MIDI SysEX controllable) Dimensões • 6,29 kg • 16,75" x 3,25" x 14,5" (LAP) Prato motorizado: • Tipo de motor: 16 poles, 3 phases, sem escovas • Velocidades: 33 1/3 ou 45 rpm • Torque: >4.5 kgf/cm • Tempo de start: 0,2 seg • Tempo de break: 0,2 seg Flexiblidade na hora de montar o seu estúdio Essas são as primeiras peças do sistema SC da Stanton. Provavelmente vem mais por aí, mas o grande legal do projeto (que está há 4 anos no forno) é que você tem fexlibilidade total para comprar somente as peças que precisa e integrar totalmente ao setup do seu estúdio. Veja alguns exemplos: O SC System permite que qualquer DJ ingresse no mundo midi da maneira que achar melhor Realmente se enquadra em qualquer setup, conforme o gosto do freguês. E permite que o DJ faça uma transição suave pro mundo digital, sem ter que vender tudo de uma vez e comprar tudo de uma vez – isso é, se ele realmente quiser migrar 100% pro mundo digital. Conclusão: agora sim, temos um fabricante pegando no batente Até então, só nomes menores fizeram as coisas acontecerem até agora. A Stanton, fabricante do qual ainda guardo uma certa mágoa pelo que fizeram com o Final Scratch 2, mostra que pensou bem no que estava fazendo e entregou um pacote bastante promissor. Isso mostra uma análise que já tinha feito nos comentários da notícia sobre o CDJ-400, e mostra bem que a coisa vai caminhando para o que o Memê profetizou aqui no Submusica, na entrevista que ele nos deu ano passado: estamos ainda num perído de transição, onde os grandes fabricantes ainda vão entrar nesse mercado de MIDI, e muita coisa há de mudar. Se o SC System entregar o que está sendo prometido, ele é um forte concorrente a colocar de novo o nome da Stanton na história da mudança de como os DJs trabalham. Ela fez isso no passado com o Final Scratch, e tem tudo pra fazer com o SC System. Porém, este é um mercado competitivo, onde se você der mole, ser pioneiro não adianta muito – vide que hoje a referência em simuladores de vinil é o atrasado Serato Scratch Live, da Rane/Serato. Eu acredito na visão do Memê que, no final, vamos ter apenas uma “caixa”, onde você joga seus arquivos e faz tudo nela, sem conectar cabos, computadores, parafernálias, e etc. O iDJ2 foi um grande passo nesse sentido, e o SC System, apesar de depender de um laptop, permite que um DJ tenha um sistema mais integrado, e sem aquela pinta de “brinquedo” que os outros controladores têm até agora. Talvez o melhor desse sistema é que você pode ingressar aos poucos. Eu vou observar mais um pouco, mas acredito que, hoje, dia 17 de janeiro de 2008, eu montaria um setup em casa composto de 2 decks SCS.1D com um SCS.1M, e um laptop. Ou então apenas um SCS.1M e um par de Technics MK2 com o Conectiv ou o Traktor Scratch, caso eu ainda prefira usar os pouco vinis que ainda me restam – mas é pouco provável, pois é uma solução bem cara. Pra mim o mais legal é que, no meu caso, onde trabalho 100% com arquivos digitais, o SCS.1M matou mixers elaborados como o DJM700 e DJM-800. Ainda pretendo passar meu Xponent pra frente (depois de fazer um review mais completo) e pegar um iDJ2 da Numark. Depois, quem sabe não vou pro SC System da Stanton. Temos que esperar, pois o mercado está em constante mutação. O fato é, quem está preso ao vinil ou ao CDJ está com os dias contados, não adianta chorar. É como tentar pegar um emprego sem saber mexer em um computador e no MS Office… Para saber mais, visite o site: www.enterthesystem.com ...

2008-01-17 · 9 min · 1879 words · Submusica