Os melhores fones para DJs - Parte 1

Sem dúvidas, o melhor amigo do DJ é o seu fone de ouvido. Independente do que ele use pra tocar, seja de vinil, CDs, mp3, um bom fone de ouvido é vital para qualquer performance. Nesta série vamos conhecer alguns dos melhores fones de ouvido para DJs – e que também podem servir para quem apenas se liga em equipamentos de qualidade. Todo DJ, seja ele um total iniciante ou a maior lenda dos decks, precisa de um bom fone de ouvido. Afinal, para mixar músicas é necessário escutar a próxima música (a chamada pré-escuta), para acertar a mixagem com a atual, antes de botar todo mundo pra escutá-la. Mas então qualquer fone de ouvido presta? Negativo. Quando estão tocando, DJs têm necessidades específicas, bem diferentes das que uma pessoa tem quando está escutando seu iPod ou está em casa curtindo aquele som de alta qualidade de uma orquestra sinfônica. Até fones para celulares se inspiram no design de fones para DJs Por isso, existem fones de ouvido próprios para DJs, que apesar de parecerem comuns, têm características que atendem às necessidades de quem está discotecando. ...

2007-06-14 · 8 min · 1560 words · Submusica

Binaural Recording: som 5.1 em fones

Hoje em dia todo mundo quer ter um home-theater com caixas de som 5.1 (ou mais) para curtir toda aquela imersão sonora que o som espacial permite. Porém, existe uma técnica muito ignorada que dá um efeito muito superior, e usando fones de ouvido comuns: o esquema Binaural Recording, ou “gravação bináurea”. Não, não estamos falando daqueles fones multimídia que possuem 3 conectores estéreo, que são ligados às saídas de uma placa de som 5.1 e que reproduzem todas elas dentro do fone. Nada disso. Estamos falando de você usar fones de ouvido comuns e sentir uma imersão que não deixa nada a desejar ao melhor home-theater em termos de imersão, uma sensação que é simplesmente indescritível. Então, nada melhor do que ouvir uma demo do efeito chamada “Luigi’s Virtual Haircut”, que simula uma ida a um engraçado barbeiro italiano e seu assistente Manuel – o áudio está em inglês, mas mesmo assim a demonstração não deixa de impressionar. Confira – sem esquecer dos fones de ouvido: [podcast]/download/18/[/podcast] [download=18] Incrível, não? Isto é possível usando um esquema de gravação com dois microfones, cada um dedicado a captar o que seria um dos ouvidos, que ficam afastados a cerca de 18 centímetros um do outro. Em tese, isto simula a zona neutra que existe entre nosso ouvidos e permite a captação do som de maneira mais real. Mas não é só isso: o processo mais profissional inclui ainda microfones de alta sensibilidade, que são colocados dentro de um molde de uma cabeça humana, de forma a simular todo caminho percorrido pelas ondas sonoras através de nossas orelhas. O esquema Binaural Recording emprega dois microfones posicionados a simular a posição dos ouvidos humanos Este é o segredo do tal “efeito”. Porque, como diz o próprio personagem Luigi, da demonstração acima, não há efeito algum, e sim o processamento natural do cérebro, que distingue variações de força, tom e equalização e calcula, automaticamente, a distância e a posição do que é escutado. Ao tocar o arquivo em fones de ouvido, nosso cérebro é automaticamente enganado e nos leva a acreditar que o que estamos ouvindo está se posicionando de maneiras diferentes. Apesar de parecer novidade, o esquema de gravação bináurea foi inventado em 1881, e veio se popularizar 40 anos depois, na década de 20. Naquela época, uma rádio de Connecticut (EUA) chegou a transmitir concertos usando este padrão de som. Porém, como naquela época não havia transmissão de rádio em estéreo, ela transmitia o canal esquerdo em uma estação, e o direito em outra. Era necessário que o ouvinte tivesse dois aparelhos de rádio, algo caríssimo naquela época. Apesar da imersão oferecida, o sistema caiu em esquecimento nas décadas seguintes. Como ele precisa ser apreciado usando fones de ouvido, as pessoas nunca deram muita bola, pois até a chegada do lendário walkman, fones de ouvido eram vistos como algo incômodo – as pessoas só se preocupavam em consumir música que fosse possível ouvir no aparelho de som em casa ou no carro. A mais recente trilogia de Guerra Nas Estrelas usa e abusa do esquema de gravação bináureo Recentemente, na constante luta por oferecer uma experiência melhor, a indústria cinematográfica acabou resgatando o efeito, que tem sido plenamente utilizado na masterização sonora de filmes atuais – a nova trilogia de Guerra Nas Estrelas, de George Lucas, é um belo exemplo disto. O grande barato é que essa experiência só acontece usando fones de ouvido. Ao usar caixas de som convencionais, o efeito se perde, pois novamente entra em ação o sistema de escuta humano e suas características, anulando o efeito. O experimento é um ótimo exemplo de temas que vamos abordar aqui no Submusica no futuro: sobre como diferentes tipos de música e áudio requerem diferentes tipos de equipamento para serem escutados. Isso explica porque tanta gente vê graça em certos estilos musicais, enquanto outras não. Muitas vezes, é uma questão de imersão. Agradecimentos ao Daniel Sollero do Eisso.org pela dica! ...

2007-05-30 · 4 min · 681 words · Submusica