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    <title>Recording on Submusica</title>
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      <title>Binaural Recording: som 5.1 em fones</title>
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      <pubDate>Wed, 30 May 2007 23:16:09 +0000</pubDate>
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      <description>&lt;p&gt;&lt;img alt=&#34;Binaural Recording: som 5.1 em fones de ouvido&#34; loading=&#34;lazy&#34; src=&#34;../../uploads/binaural.jpg&#34;&gt; Hoje em dia todo mundo quer ter um home-theater com caixas de som 5.1 (ou mais) para curtir toda aquela imersão sonora que o som espacial permite. Porém, existe uma técnica muito ignorada que dá um efeito muito superior, e usando fones de ouvido comuns: o esquema Binaural Recording, ou &amp;ldquo;gravação bináurea&amp;rdquo;.  Não, não estamos falando daqueles fones multimídia que possuem 3 conectores estéreo, que são ligados às saídas de uma placa de som 5.1 e que reproduzem todas elas dentro do fone. Nada disso. Estamos falando de você usar fones de ouvido comuns e sentir uma imersão que não deixa nada a desejar ao melhor home-theater em termos de imersão, uma sensação que é simplesmente indescritível. Então, nada melhor do que ouvir uma demo do efeito chamada &amp;ldquo;Luigi’s Virtual Haircut&amp;rdquo;, que simula uma ida a um engraçado barbeiro italiano e seu assistente Manuel &amp;ndash; o áudio está em inglês, mas mesmo assim a demonstração não deixa de impressionar. Confira &amp;ndash; sem esquecer dos fones de ouvido: [podcast]/download/18/[/podcast] [download=18] Incrível, não? Isto é possível usando um esquema de gravação com dois microfones, cada um dedicado a captar o que seria um dos ouvidos, que ficam afastados a cerca de 18 centímetros um do outro. Em tese, isto simula a zona neutra que existe entre nosso ouvidos e permite a captação do som de maneira mais real. Mas não é só isso: o processo mais profissional inclui ainda microfones de alta sensibilidade, que são colocados dentro de um molde de uma cabeça humana, de forma a simular todo caminho percorrido pelas ondas sonoras através de nossas orelhas. &lt;img alt=&#34;O esquema Binaural Recording emprega dois microfones posicionados a simular a posição dos ouvidos humanos&#34; loading=&#34;lazy&#34; src=&#34;../../uploads/dummyhead.jpg&#34;&gt; &lt;em&gt;O esquema Binaural Recording emprega dois microfones posicionados a simular a posição dos ouvidos humanos&lt;/em&gt; Este é o segredo do tal &amp;ldquo;efeito&amp;rdquo;. Porque, como diz o próprio personagem Luigi, da demonstração acima, não há efeito algum, e sim o processamento natural do cérebro, que distingue variações de força, tom e equalização e calcula, automaticamente, a distância e a posição do que é escutado. Ao tocar o arquivo em fones de ouvido, nosso cérebro é automaticamente enganado e nos leva a acreditar que o que estamos ouvindo está se posicionando de maneiras diferentes. Apesar de parecer novidade, o esquema de gravação bináurea foi inventado em 1881, e veio se popularizar 40 anos depois, na década de 20. Naquela época, uma rádio de Connecticut (EUA) chegou a transmitir concertos usando este padrão de som. Porém, como naquela época não havia transmissão de rádio em estéreo, ela transmitia o canal esquerdo em uma estação, e o direito em outra. Era necessário que o ouvinte tivesse dois aparelhos de rádio, algo caríssimo naquela época. Apesar da imersão oferecida, o sistema caiu em esquecimento nas décadas seguintes. Como ele precisa ser apreciado usando fones de ouvido, as pessoas nunca deram muita bola, pois até a chegada do lendário walkman, fones de ouvido eram vistos como algo incômodo &amp;ndash; as pessoas só se preocupavam em consumir música que fosse possível ouvir no aparelho de som em casa ou no carro. &lt;img alt=&#34;A mais recente trilogia de Guerra Nas Estrelas usa e abusa do esquema de gravação bináureo&#34; loading=&#34;lazy&#34; src=&#34;../../uploads/tpm_fight_small.jpg&#34;&gt; &lt;em&gt;A mais recente trilogia de Guerra Nas Estrelas usa e abusa do esquema de gravação bináureo&lt;/em&gt; Recentemente, na constante luta por oferecer uma experiência melhor, a indústria cinematográfica acabou resgatando o efeito, que tem sido plenamente utilizado na masterização sonora de filmes atuais &amp;ndash; a nova trilogia de Guerra Nas Estrelas, de George Lucas, é um belo exemplo disto. O grande barato é que essa experiência só acontece usando fones de ouvido. Ao usar caixas de som convencionais, o efeito se perde, pois novamente entra em ação o sistema de escuta humano e suas características, anulando o efeito. O experimento é um ótimo exemplo de temas que vamos abordar aqui no Submusica no futuro: sobre como diferentes tipos de música e áudio requerem diferentes tipos de equipamento para serem escutados. Isso explica porque tanta gente vê graça em certos estilos musicais, enquanto outras não. Muitas vezes, é uma questão de imersão. &lt;a href=&#34;http://www.eisso.org/&#34;&gt;Agradecimentos ao Daniel Sollero do Eisso.org pela dica&lt;/a&gt;!&lt;/p&gt;</description>
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