Vestax anuncia mais um controlador midi, o VCM-600

Mais uma novidade pra NAMM 2008 que acontece neste final de semana: o mixer midi VCM-600, que parece ser um peso-pesado pra competir com o excelente Korg Zero8, lançado ano passado. Não há muitas informações disponíveis ainda. Provavelmente foi só um teaser colocado pra fazer barulho antes do evento. Definitivamente esta NAMM está ainda mais explosiva e soterrando de vez não só o vinil como também os CDs, que com certeza morreram em 2007. Vamos ver o que vem por aí. Eu ando meio chateado com a Vestax, mas o aparelho parece muito bom tanto pra DJs como pra estúdios de produção. Mas definitivamente não é pra DJs mobile, uma tendência em todos os lançamentos até agora. Se bem que pra quem carregou cases de discos de vinil até hoje, nada disso chega perto. Interessante ver como uma marca tradicional como a Vestax caiu com tudo no mundo midi. Algo me diz que as vendas dos seus excelentes toca-discos não estavam indo bem das pernas… ...

2008-01-18 · 1 min · 165 words · Submusica

Numark NS7, o mais novo Serato. Pode chorar, meu filho.

Falamos agora há pouco do Serato ITCH, a coçadinha que deu no pessoal da Serato em ingressar no mundo dos controladores. Pois bem, eis aqui a primeira cria do namoro dela com a Numark (graaaaaande Numark), o NS7, mais um controlador midi a invadir o mercado. Peraí, MIDI? Ué, o pessoal da Serato não disse que ia usar um outro padrão? Pois é. Vai entender esses press-releases. O fato é que parece ser um belo controlador com dois pratos de vinis giratórios, no melhor estilo SC System, da Stanton. A diferença aqui é que é tudo uma peça só. Grande demais pra ser carregado, pequeno demais pra ser usado em estúdio. Com pratos de 7 polegadas, construção toda em metal, e placa de som de boa qualidade embutida, o dispositivo USB manda áudio muito mais rápido do que o padrão. O que isso quer dizer eu não sei, mas soa bonito. A parte do mixer possui 8 knobs, 8 controles giratórios e dois faders, além de um crossfader profissional (bocejo). Confira um desenho conceitual em alta, e visite o site Skratchworx para mais detalhes do chatíssimo press release. Na boa, se é pra esse caminho que o pessoal da Serato vai, melhor eles ficarem onde estão. Vamos ver como sai o da Vestax, que não anda mandando muito bem, na minha opinião. Fan boys do Serato, podem chorar, porque o único update que vocês vão ter por ora é esse. E sem essa de dizer que “não precisa” porque é o que vocês mais querem… ...

2008-01-18 · 2 min · 255 words · Submusica

Numark insiste e lança mais uma TTX, agora com iPod: Numark TTI

Tá, como todo mundo vai falar dessa, a gente também vai parar pra falar, em meio à tantas novidades da NAMM 2008. Desta vez, a Numark adiciona mais um modelo de toca-discos àsua tradicional linha de pickups TTX: a Numark TTI. E é isso aí que você está vendo na foto. Um toca-discos com dock pra iPod. Já não bastasse a recém-lançada TTX-USB (cujo post terminou num barraco sem nexo que eu choro de rir quando leio), agora a barreira da preguiça de ligar o cabo USB até o computador foi ultrapassada. Eu definitivamente vou esperar pra quando sair um modelo que faça pipocas ou fondue de queijo. Aí eu compro. [Via Skratchworx] ...

2008-01-18 · 1 min · 113 words · Submusica

Pioneer CDJ-400: com scratch, midi e USB, pra quê CDs?

E a Pioneer continua descendo a ladeira com lançamentos consecutivos. Depois do DJM-700 e do SVM-1000, chegou a vez do CDJ-400, que foi apresentado ao público semana passada, durante o evento BPM, na Inglaterra. Basicamente uma evolução dos CDJ-100 e CDJ-200, desta vez o CD player da série econômica trouxe duas inovações àsérie: uma porta USB e um jog wheel com função de scratch. Apesar da alcunha “CDJ” no nome, o CDJ-400 se posiciona como “deck digital”. Ele pode ser espetado na USB de um computador e ser usado como controlador midi para o programa Pioneer DJS e o Serato Scratch Live, entre outros. Continue lendo para saber mais, assistir a um vídeo do pessoal do site Skratchworx, ver fotos e uma rápida análise pra saber se a brincadeira vale à pena. E o CDJ mais econômico encostou no mais caro Pode parecer bobagem, mas adicionar capacidades de scratch em um CDJ econômico é um passo importante na indústria de equipamentos. Em 2001, quando do surgimento do CDJ-1000, o aparelho assombrava com a capacidade de fazer scratches usando os tradicionais CDs. Era e sempre foi a assinatura do aparelho. Tivemos o CDJ-800, mas este não vingou, por ser apenas uma versão econômica com uma diferença de preço muito baixa ao ponto de não justificar. Agora, ao ofecer scratch no modelo mais básico, a Pioneer vai forçar uma forte mudança no mercado de aparelhos de CD players para DJs. Graças aos simuladores de vinil e controladores midi e a mudança na forma de consumir música, o CD está agonizando, e é preciso oferecer mais recursos por um preço melhor para sobreviver. A tendência é que agora função de scratch seja obrigatória em qualquer aparelho, além de oferecer portas USB, que fazem do CDJ um mero controlador quando utilizada. A concorrência que se cuide. Como diria Jack, O Matador, “todo mundo aqui vai dançar”. Neste momento, contudo, várias perguntas ficam sem resposta. O que vai acontecer com o CDJ-200? Ainda existe uma demanda fortíssima pelo CDJ-100, que por mais simples que seja, dá conta de boa parte do mercado. Afinal, se o negócio é realmente tocar CDs, o resto é apenas adicionais. E aí que mora o perigo pra Pioneer. O CDJ-200 começa a ampliar sua base agora, com muitos descobrindo a maravilha que é tocar com um CD-R repleto de arquivos mp3, e acabando com o troca-troca de mídias, a coisa que mais irrita qualquer DJ – mesmo os mais ágeis, já habituados com a rotina de trocar de disco a cada música, quando se toca com vinil, usam de estratégias de organização de seus cases para não perderem mixes por não conseguir achar uma música específica. Mas será que o danado é bom mesmo pra scratch? Sem dúvida, o grande atrativo mesmo é a funcionalidade de scratch. O pessoal do Skratchworx (sempre eles) invadiu o stand da Pionner no evento BPM, e meteu a mão na massa pra ver se o deck é bom. Eles gravaram um vídeo rapidamente com as manobras mais tradicionais, e o resultado, você confere no vídeo ao lado, com comentários em inglês. A moral da história: ele é realmente bom pra fazer scratches? Sim. Ele é. Mas com a velha ressalva de sempre: se o seu negócio é scratch mesmo, de verdade, o CDJ-400 é apenas mais um excelente brinquedo. Com seu jog wheel muito pequeno, assim como em controladores midi e todas as outras tentativas, você pode fazer algumas manobras mais básicas, mas nada muito avançado. É difícil sair de um discão de vinil de 12 polegadas para meter a mão em um disquinho de plástico de poucas polegadas de largura, a agilidade não é a mesma, é preciso muita adaptação por parte do DJ. Porém, se suas intenções nunca foram de tornar um DJ Q-Bert, pode cair dentro do CDJ-400 no que depender das capacidades de scratch. É realmente bem legal se considerarmos que este aparelho é voltado para orçamentos mais modestos que não podem encarar o já lendário CDJ-1000. O veredito: vamos esperar pegar um em mãos pra ver, mas… Eu acredito que este modelo vai ser, assim como os simuladores de vinil, um aparelho ideal para a transição de quem não tem muita intimidade com tecnologia. O lance da porta USB parece apetitoso, mas só que é apenas um quebra galho pra tocar uma musiquinha ou outra. Se você quisesse fazer um set inteiro só com arquivos digitais, precisaria de dois pen-drives com as mesmas músicas em cada. Tem que ter muito cuidado e fazer as contas antes de mais nada. Hoje um CDJ-200 sai na casa dos 1.200 reais, eu chuto que este CDJ-400 vá ficar na casa dos 1.500. Some um mixer básico como o Behringer VMX-300, cerca de 500 reais, e dois dois pen drives de 8 GB, de 200 reais cada, e chegamos a 3.900 reais. E sim, você ainda vai precisar de uma placa de som, pois pelo que eu entendi, este aparelho é apenas controlador, sem disponibilizar áudio. Por esse preço você pode comprar um laptop de segunda mão com potência de sobra para rodar qualquer programa de DJing (basta ter 512 MB de RAM, 1GB sendo o ideal), e um M-Audio Xponent. Enfim, o negócio é esperar pra ver. Eu acho legal o que a Pioneer vem fazendo, adotando midi de maneira sutil com todos os seus aparelhos atuais. Como eu sempre digo aqui, ela já está metida com o software, o Pioneer DVS, então falta apenas debutar no mercado de controladores. Porém, parece que está faltando algum pulo do gato. Vamos aguardar 2008. ...

2007-11-25 · 5 min · 974 words · Submusica

O supra-sumo da bitolação: majors venderão música em pen-drives

Incrível como a bitolação e o apego ao material não páram de me surpreender. Em meio a uma saraivada de acontecimentos que estão deixando as majors, as grandes gravadoras, em um beco sem saída, elas me soltam a seguinte: “Vamos vender músicas em pen-drives”. Isso mesmo que você leu. Universal, EMI e Warner anuciaram que vão vender músicas em drives USB. Dizem que “a iniciativa é orientada a jovens de 12 a 24 anos, que já não acreditam que o CD é tão legal como costumava ser”, mas que “as pessoas ainda querem possuir um produto físico”. Bom, se hoje o CDzinho que você compra a menos de 1 real é vendido a 30, já dá pra imaginar quanto que vai custar um álbum de 10 músicas em um pen-drive. Que vão gerar mais danos ao meio ambiente que a produção das bolachas prateadas e aumentar a quantidade de lixo tecnológico. Isso é pra mostrar algo que já digo há tempos: a função dos caras é prensar disco. Mais nada. E as duas pontas, público e artistas, foram um gado sereno que eles conduziram a vida toda. Agora que o gado começa a ficar solto no pasto, o que resta ao peão fazer? Comprar esporas e açoites novos. E você, vai mugir ou dar uma chifrada no peão? [Via Engadget] ...

2007-10-19 · 2 min · 220 words · Submusica

Vestax revela o VCM-100: mais midi, mas agora com áudio

Durante o PLASA, evento de fabricantes que aconteceu na Inglaterra, o site Skratchworx teve acesso exclusivo ao stand da Vestax. Entre segredos, algo chamou a atenção: o novo controlador midi da empresa, o VCM-100. Bem mais compacto que o VCI-100, o novo controlador é tido como ideal para a turma do house e DJs que prezam por mixagens suaves e precisas, já que ele não possui o tradicional jog-wheel e oferece grandes knobs para controlar o volume de cada canal. ...

2007-10-06 · 1 min · 140 words · Submusica

Numark TTX USB: revigorando ou matando o velho e bom vinil?

Em meio às novidades de 2007, a Numark resolveu dar um upgrade àseu consagrado (e injustiçado) toca-discos: a Numark TTX USB é uma revisão que conserta pequenos problemas e adiciona, lógico, uma saída à USB. Apesar da tradição das Technics MK2, a Numark TTX é um toca-discos com muitos recursos interessantes, como time stretch (master tempo), saídas de áudio digital com cabos destacáveis, braço intercambiável (reto e em “S”) e ajustes para start/brake e do alcance do pitch, que é digital. O site Skratchworx fez um review completo da Numark TTX USB, com muitas fotos (em inglês). Resumindo: a atualização compensou, graças às pequenas melhorias feitas no modelo ao longo dos anos. O curioso é que, ao mesmo tempo em que ela joga algumas novidades no saturado universo do vinil, ela facilita a migração dos DJs para o mundo digital, ao oferecer a converão das bolachas pretas para mp3. Fazemos a pergunta: será que a intenção é forçar a migração dos DJs “velha guarda” para os arquivos digitais? Entre nos comentários e responda! ...

2007-10-05 · 1 min · 173 words · Submusica

Numark DJ IO: a placa de som perfeita para DJs

Estava querendo uma placa de som poderosa mas não queria nem gastar os tubos, nem andar com um trambolho? Eis que a Numark matou a cobra e mostrou o pau com a sua placa de som Numark DJ IO, que promete entregar exatamente o que todo DJ ou produtor precisa para zanzar por aí. O site Skratchworx, um dos melhores que há quando o assunto é equipamentos para DJs, publicou hoje um rápido e excelente review sobre a placa de som Numark DJ IO, uma antiga promessa da Numark que finalmente chega às lojas. ...

2007-08-13 · 3 min · 456 words · Submusica

Placas de som para DJs

Atendendo a pedidos, chegou a hora de falar de um item essencial para os DJs que estão partindo rumo às soluções digitais, sejam elas controladores midi, ou simuladores de vinil: as placas de som. Vamos dar uma rápida olhada no que o mercado oferece no momento. Quando se fala de placas de som, existe um mundo de possibilidades. Mas quando se trata de DJs, existem alguns aspectos que precisam ser levados em conta. Vamos à eles: ...

2007-05-31 · 7 min · 1419 words · Submusica

Traktor Scratch, Final Scratch, Serato ou Torq?

E chegou a hora de falar da tecnologia que ajudou a virar o mercado fonográfico de ponta-cabeça: os simuladores de vinil. No ringue, quatro grandes fabricantes e uma disputa acirrada. Final Scratch, Serato, Torq ou Traktor Scratch: qual o melhor? Quais as vantagens e desvantagens de cada um? Estas e outras dúvidas você tira aqui. Discotecar usando um computador? Ah, dá um tempo… Antes de mais nada, vamos entender como a coisa funciona, e como chegamos até aqui. O motivo? Simples: provavelmente sua decisão final sobre qual sistema escolher vai estar bem relacionada com o histórico do produto. Palavra de quem usou o Final Scratch 2 por dois anos e já conhece este mercado de cor e salteado. Vamos lá! O ano era 1998. Discotecar usando computadores era um sonho distante: já tínhamos programas no mercado (Virtual Turntables, PCDJ, MJ Studio), mas a coisa era complicada. Usar teclado e mouse para mixar músicas em tempo real sempre foi algo difícil – pra não dizer impossível. Eis que na época poucos souberam de um projeto audacioso: ligar um computador a um par de toca-discos e usá-los para controlar as mp3 que eram tocadas no computador. Uma simulação total. O MJ Studio, software que chegou a sacudir o mercado e depois sumiu, como tantos outros Nascia o Final Scratch, um projeto de um grupo de jovens alemães, que em 1998 apresentaram ele em público em uma conferência de usuários do finado sistema BeOS. Este sistema operacional, nascido de uma dissidência da Apple, era destinado pra PCs e tinha como grande força o seu talento nato para multimídia – lembro perfeitamente quando o rodei pela primeira vez, e coloquei 10 mp3s para tocar ao mesmo tempo em um saudoso AMD K6 II de 300Mhz com 32 MB de Ram, e o sistema sequer tossiu. Era um feito marcante se comparado ao tosco Windows 98, que já soluçava com o VTT tocando duas mp3. ...

2007-05-29 · 17 min · 3451 words · Submusica